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Dia das Crianças: o presente ficou mais caro? Quanto custa e como não cair em armadilha de preço

A cesta de presentes subiu 6,7% em um ano pela conta do comércio, 4,5% pela de uma corretora e, pela da FGV, o brinquedo até ficou mais barato. Enquanto os índices discordam em poucos pontos percentuais, o mesmo brinquedo custa R$ 22,90 em um site e R$ 72 em outro. Seis afirmações sobre o preço do presente, cada uma confrontada com o que a sustenta e com o que a contesta.

Redação Zuben · 10 de outubro de 2026 · Leitura de 13 minutos

Menino de camisa xadrez gargalha olhando para cima, com as mãos no volante de um carrinho de brinquedo
O brasileiro pretende gastar, em média, R$ 308 com os presentes do Dia das Crianças de 2026, e seis em cada dez acham que eles estão mais caros do que no ano passado. Imagem ilustrativa. Foto: frank mckenna/Unsplash, recortada.

Para 61% dos brasileiros que vão às compras, os presentes do Dia das Crianças estão mais caros do que em 20252. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) dá razão a eles: calcula que a cesta de produtos e serviços da data subiu 6,7% em um ano, com a inflação em 4,22%1. Mas a Fundação Getulio Vargas olhou para a prateleira dos brinquedos e encontrou preços 0,89% menores6.

As duas contas estão certas, e nenhuma delas responde à pergunta de quem está na frente da vitrine. O índice mede a média de milhares de preços. O presente é um só, e o preço dele muda mais de uma loja para outra do que de um ano para o outro: nas pesquisas dos Procons, o mesmo produto chega a custar o triplo, o quádruplo ou mais, conforme o endereço7.

Como nas outras reportagens desta série, o texto não parte de uma conclusão. Pega as frases mais repetidas nesta época do ano e faz com cada uma a mesma coisa: mostra o que a sustenta, o que a contesta e o que sobra de pé. No fim, um roteiro do que conferir antes de pagar.

R$ 308é o gasto médio previsto por comprador, com 2,3 presentes cada um
6,7%foi a alta da cesta do Dia das Crianças em um ano, segundo a CNC
61%dos compradores acham os presentes mais caros do que em 2025
214%é a diferença de preço do mesmo jogo entre sites, na pesquisa do Procon-SP

Fontes: CNDL/SPC Brasil e Offerwise; Confederação Nacional do Comércio (CNC); Procon-SP.

Quanto custa o Dia das Crianças

A data cai em uma segunda-feira, 12 de outubro, e é a quarta mais importante do calendário do varejo, atrás do Natal, do Dia das Mães e da Black Friday1. Quanto dinheiro ela movimenta depende de quem faz a conta. A CNC, que mede as vendas do comércio, projeta R$ 9,27 bilhões, 1,8% a mais que em 2025. A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, que pergunta ao consumidor das capitais quanto ele pretende gastar e projeta o resultado, chega a R$ 18,11 bilhões2. Os métodos são diferentes e os números não se somam nem se contradizem.

  • Por compradorR$ 308É o gasto médio previsto na pesquisa CNDL/SPC Brasil. Setenta e quatro por cento dos consumidores das capitais pretendem comprar presentes2.
  • Por presenteCerca de R$ 134Cada comprador pretende levar, em média, 2,3 presentes. A divisão é da redação. Roupas e calçados (37%) e bonecas e bonecos (35%) lideram as intenções.
  • Em cinco anosR$ 100 viraram R$ 129,80É quanto custa hoje um brinquedo que valia R$ 100 em 2021, pela variação medida no levantamento da corretora Rico4.

Dentro da cesta, os preços andaram em direções opostas. O chocolate e o videogame subiram três vezes mais que a inflação. A roupa infantil ficou abaixo dela, e a bicicleta está mais barata do que em janeiro.

Seis afirmações postas à prova

Afirmação 1

“Está tudo mais caro neste Dia das Crianças.”

O que sustenta

A conta do comércio diz que sim. A cesta de 11 grupos de bens e serviços acompanhada pela CNC subiu 6,7% em relação ao Dia das Crianças de 2025, com a inflação de agosto a agosto em 4,22%. Os chocolates subiram 19,3%; os videogames, 11,2%; os lanches, 8%; os brinquedos, 7,1%13.

Em São Paulo, o centro de estudos da Fecap chegou a um resultado parecido: cesta de presentes 5,70% mais cara, contra uma inflação de 4,77% na região metropolitana5. E a percepção acompanha os índices: 61% dos compradores acham os presentes mais caros neste ano2.

O que contesta

Outras réguas mostram menos. Na média do Brasil, a mesma Fecap encontrou alta de 4,38% na cesta, um pouco abaixo da inflação de 4,47%5. A Rico calcula 4,5% em 12 meses e 2,2% no acumulado de 2026, menos que os 3,1% do IPCA no período4.

E “tudo” não subiu. A bicicleta está mais barata nos três levantamentos que a acompanham. Pelo índice da FGV, nos 12 meses até setembro caíram os preços de brinquedos e artigos esportivos (0,89%), roupas infantis (0,40%), bicicletas (1,98%) e calçados infantis (3,21%), enquanto a inflação geral foi de 3,94%6. A própria alta medida pela CNC perdeu força: tinha sido de 8,9% no ano anterior1.

O que os dados permitem dizerA cesta ficou mais cara, mas a alta depende do que vai dentro dela. Quem compra chocolate, lanche e videogame sentiu aumento bem acima da inflação. Quem compra roupa, bicicleta ou brinquedo tradicional encontrou preços parecidos com os do ano passado, e em alguns casos menores. A frase vale para parte da lista, e a parte que mais subiu não é a que vem embrulhada.

Afirmação 2

“O brinquedo é o vilão da conta.”

O que sustenta

Pela CNC, os brinquedos subiram 7,1% em um ano, 68% acima da inflação do período3. Em São Paulo, a alta foi de 7,73%5. E houve aceleração recente: no acumulado de 2026 até agosto, o brinquedo tradicional subiu 4,61%, mais que os 3,11% do IPCA. A associação dos fabricantes, a Abrinq, atribui o movimento à pressão sobre os custos de produção e à recomposição das margens da indústria nacional4.

O imposto também pesa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação citados pela BM&C News, até 45% do preço de um brinquedo nacional são tributos, e a fatia pode chegar a 72% em produtos eletrônicos ou importados12.

O que contesta

No prazo longo, o brinquedo só acompanhou a inflação. Em cinco anos, subiu 29,80%, contra 29,9% do IPCA. No mesmo período, os chocolates em barra e bombons subiram 76,06%; os sorvetes, 52,12%; os sapatos infantis, 50,60%4.

As maiores altas de 2026 têm explicação fora da loja de brinquedos. O cacau passou por um dos maiores ciclos de alta da história recente, e o repasse chegou ao chocolate. Os consoles subiram 12,05% em 12 meses por reajustes das fabricantes, que repassaram o custo de chips de memória e de armazenamento4, assunto da reportagem sobre a falta de memória RAM.

O que os dados permitem dizerO brinquedo subiu acima da inflação neste ano, depois de cinco anos andando junto com ela. Mas a conta do Dia das Crianças ficou mais pesada, sobretudo, pelo que acompanha o presente: o chocolate, o lanche, o passeio. Quem quer gastar menos tem mais a ganhar revendo esses itens, e pesquisando o preço do brinquedo, do que desistindo dele.

Afirmação 3

“O preço é mais ou menos o mesmo em qualquer loja.”

O que sustenta

A concorrência nunca esteve tão à vista. Setenta e três por cento dos compradores pretendem comparar valores antes de fechar a compra, e 84% deles fazem isso pela internet, principalmente em marketplaces (59%) e no Google (58%)2. Loja que cobra muito acima das outras fica exposta em segundos.

Há sinal de que isso segura os preços. O Procon-SP comparou 72 itens que estavam na pesquisa de 2025 e na de 2026: o preço médio caiu 6,85%, enquanto a inflação medida pela Fipe em São Paulo foi de 3,55%7.

O que contesta

A mesma pesquisa mostra o tamanho da dispersão. O Procon-SP comparou 97 itens em sete sites, em 15 e 16 de setembro: em 66 deles, a diferença entre o menor e o maior preço passou de 50%. O jogo Monopoly Grab & Go custava de R$ 22,90 a R$ 72,00, diferença de 214%. O boneco Luccas Neto, de R$ 99,98 a R$ 279,907.

Nas lojas de rua e shoppings, as diferenças são ainda maiores. Em Anápolis (GO), o mesmo triciclo custava R$ 58,98 em uma loja e R$ 299,90 em outra. Em São Luís, a mesma boneca ia de R$ 39,99 a R$ 209,90. No Recife, um carrinho de passeio infantil, de R$ 299,78 a R$ 899,998.

ProdutoOndeMenor preçoMaior preçoDiferença
Triciclo com empurradorAnápolis (GO), 6 lojasR$ 58,98R$ 299,90408%
Boneca bebêSão Luís (MA), 7 lojasR$ 39,99R$ 209,90425%
Skate infantilFlorianópolis (SC)R$ 53,90R$ 259,99382%
Jogo Monopoly Grab & GoSão Paulo, 7 sitesR$ 22,90R$ 72,00214%
Jogo de cartas UnoVitória (ES), 6 sitesR$ 16,73R$ 51,98211%
Carrinho de passeio infantilRecife (PE), 8 locaisR$ 299,78R$ 899,99200%

Fontes: Procon-SP, Procon/MA, Procon-PE e Procons de Anápolis, Florianópolis e Vitória, em pesquisas feitas entre 15 de setembro e 7 de outubro de 2026. Cada órgão usa lista de produtos, número de lojas e datas próprias: os percentuais não servem para comparar cidades. Em Campina Grande (PB), o Procon registrou quebra-cabeças de R$ 5,75 a R$ 59,99, mas a comparação é por tipo de produto, e não por modelo.

O que os dados permitem dizerO preço não é o mesmo, nem perto disso. A diferença entre lojas é dezenas de vezes maior que a alta de um ano para o outro: quem discute se o brinquedo subiu 4% ou 7% e compra na primeira vitrine pode pagar o dobro. A boa notícia é que a pesquisa funciona, e leva minutos. Vale conferir se o produto é exatamente o mesmo, com o frete incluído.

Afirmação 4

“Se o desconto é grande, o negócio é bom.”

O que sustenta

Descontos de verdade existem, e a data é disputada. O varejo espera crescer só 1,8%, com juros altos e famílias endividadas1, e precisa atrair um consumidor que pesquisa. Descontos e frete grátis são procurados por 37% dos compradores2.

O preço à vista menor também é legítimo. Desde 2017, a lei permite cobrar valores diferentes conforme o meio e o prazo de pagamento14. O desconto no Pix, quando existe, é real.

O que contesta

O percentual do desconto depende do preço “de”, e esse preço é a loja que escolhe. Subir o valor dias antes para depois anunciar a queda, a “metade do dobro”, é publicidade enganosa pelo Código de Defesa do Consumidor13, mas só aparece para quem acompanhou o preço. Um desconto de 50% sobre R$ 279,90 ainda sai mais caro que o preço cheio de R$ 99,98 que o Procon-SP achou para o mesmo boneco em outro site.

E o preço baixo demais é a isca mais comum dos golpes. Em outubro de 2025, as tentativas de fraude em compras online de brinquedos ficaram 130,4% acima da média mensal, segundo a Serasa Experian, com valor médio de R$ 506,91; mais da metade mirava consumidores acima de 51 anos9. “O consumidor precisa desconfiar principalmente de ofertas muito abaixo dos preços praticados normalmente”, diz o advogado Gilberto Bernardino, especialista em direito do consumidor9.

O que os dados permitem dizerO tamanho do desconto não informa nada sozinho. O que informa é o preço final comparado com o de outras lojas e com o histórico do produto. Um preço um pouco abaixo dos concorrentes é promoção; um preço muito abaixo de todos, com pagamento por Pix para uma pessoa física, é sinal de golpe. A reportagem sobre golpes digitais e Pix mostra como reconhecer cada um.

Afirmação 5

“Brinquedo sem marca é a mesma coisa, só que mais barato.”

O que sustenta

Parte do preço do brinquedo de marca não é brinquedo. É licença de personagem, publicidade e imposto, que pode chegar a 45% do valor de um produto nacional12. Um carrinho ou uma boneca sem personagem famoso costuma cumprir a mesma função por bem menos.

A concorrência de fora também ajuda o bolso. A Rico atribui a queda no preço das bicicletas e dos instrumentos musicais em 2026 à oferta ajustada e à maior concorrência de importados4.

O que contesta

Sem marca não pode significar sem certificação. Todo brinquedo vendido no país precisa do selo do Inmetro, que atesta que o produto foi testado para a faixa etária indicada. Às vésperas da data, a Receita Federal apreendeu nove contêineres vindos da China no Porto do Rio, com 135 toneladas de mercadorias avaliadas em R$ 63 milhões: brinquedos, pelúcias e bonecos, parte com indícios de falsificação e sem a certificação obrigatória. “Mercadorias sem o selo não passam pela avaliação de segurança exigida”, informou o órgão10.

O risco é concreto para os menores. Os Procons recomendam conferir a faixa etária e as advertências da embalagem11; para crianças de até três anos, peças pequenas podem ser engolidas ou aspiradas. E produto irregular não tem nota, garantia nem a quem reclamar.

O que os dados permitem dizerMarca e segurança são coisas diferentes. Dá para economizar trocando o personagem da moda por um brinquedo genérico, desde que ele tenha o selo do Inmetro, a faixa etária na embalagem, o CNPJ do fabricante ou importador e nota fiscal. Quando o preço baixo vem da falta desses quatro itens, o que se economiza é a parte que protege a criança.

Afirmação 6

“Parcelado, o presente cabe no bolso.”

O que sustenta

A maioria nem pretende parcelar. Oitenta por cento dos compradores dizem que vão pagar à vista, 58% deles no Pix. Entre os 41% que citam o parcelamento, a opção mais comum é dividir em três vezes no cartão, e 96% confiam que vão quitar tudo sem atraso2.

Para quem tem as contas em dia, três parcelas sem juros de um presente de R$ 134 não custam nada a mais. “O apelo afetivo de presentear quem amamos é legítimo e compreensível”, diz Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil2.

O que contesta

Muita gente não está com as contas em dia. Dos consumidores que vão às compras, 35% estão inadimplentes, e 79% desses têm o nome negativado. Vinte e dois por cento admitem gastar mais do que podem, e 31% dizem que agradam a criança mesmo que isso gere dívidas2.

O pano de fundo é de endividamento recorde. Segundo a CNC, 82% das famílias têm dívidas e 29,9% estão com contas em atraso; o juro médio ao consumidor é de 61,7% ao ano1. “Pode estar mais barato, mas a questão é a disponibilidade de renda. Tá todo mundo endividado”, diz Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de São Paulo6. A parcela que atrasa cai no rotativo do cartão, o crédito mais caro do país, como mostrou a reportagem sobre endividamento.

O que os dados permitem dizerA parcela sem juros não encarece o presente; o atraso, sim. Para quem já tem contas vencidas, cada nova prestação disputa espaço com uma dívida que cobra juros todos os meses. O valor do presente precisa ser decidido antes de sair de casa, a partir do que sobra no orçamento, e não na vitrine. A criança não confere a etiqueta.

Como reconhecer o preço honesto e a armadilha

Sinais de preço honesto

  • O valor final, com frete, está perto do menor que você achou em três lojas.
  • O anúncio mostra o modelo exato, o fabricante e a faixa etária.
  • A loja informa CNPJ, endereço e canal de atendimento.
  • O preço à vista e o parcelado aparecem lado a lado, com o número de parcelas.
  • A política de troca está escrita, com prazo.

Sinais de armadilha

  • O preço está muito abaixo do de todas as outras lojas.
  • O desconto é enorme, mas o preço “de” não aparece em nenhum outro lugar.
  • O link chegou por mensagem ou anúncio, e o endereço do site difere do oficial por uma letra.
  • O pagamento é por Pix para uma pessoa física ou fora da plataforma.
  • O brinquedo não tem selo do Inmetro, e o vendedor não emite nota.

O que conferir antes de pagar

  1. Defina o valor antes do presente. Decida quanto cabe no mês e escolha dentro desse limite. A média de R$ 308 é uma estatística, e não uma obrigação.
  2. Compare o mesmo modelo em pelo menos três lojas. Use o nome completo e o código do fabricante. Versões “mini”, “viagem” ou sem acessórios explicam muita diferença de preço.
  3. Some o frete e veja o prazo. Preço menor com entrega depois do dia 12 não resolve. Na loja física, pergunte pelo valor à vista.
  4. Desconfie do preço “de”. Procure o histórico do produto em um comparador de preços ou em outras lojas. O que vale é o preço final.
  5. Confira o selo do Inmetro e a faixa etária. O selo deve estar na embalagem ou no produto. Para menores de três anos, evite peças pequenas.
  6. Digite o endereço da loja. Não compre por link recebido. Antes de um Pix, confira o nome de quem vai receber.
  7. Pergunte sobre a troca antes de pagar. Loja física não é obrigada a trocar produto sem defeito: vale a política que ela oferecer, de preferência por escrito. Na compra pela internet, há sete dias para desistir, contados do recebimento, com devolução do valor pago13.
  8. Guarde nota fiscal, anúncio e comprovante. Uma captura de tela da oferta prova o preço anunciado. Em caso de defeito, o fornecedor tem 30 dias para resolver; depois disso, você escolhe entre a troca, o dinheiro de volta ou o abatimento13.

Onde os aplicativos Zuben podem ajudar

Comprar bem é fazer conta, guardar os papéis e não perder prazo. Três utilitários simples cuidam dessa parte.

  • ContaZubenCalcPara somar os presentes, incluir o frete e ver quanto cada parcela leva do mês antes de fechar a compra.
  • ComprovantesZubenPDFPara juntar em um só arquivo a nota fiscal, a foto do anúncio e o comprovante de pagamento.
  • PrazosZubenRemindUm lembrete para o fim do prazo de troca, os sete dias de arrependimento da compra online e o vencimento da parcela.

Os aplicativos funcionam sem cadastro e guardam os dados apenas no aparelho.

A pergunta que ficou

O presente ficou mais caro? Um pouco, e não por igual. A cesta subiu entre 4,4% e 6,7%, conforme quem mede. O brinquedo subiu entre nada e 7%. O chocolate e o videogame subiram mais de 12%. A roupa e a bicicleta quase não se mexeram.

Mas a diferença que decide o gasto não está nesses números. Está entre os R$ 22,90 e os R$ 72 cobrados pelo mesmo jogo no mesmo dia, entre o desconto calculado sobre um preço que ninguém praticou e o valor final, entre a parcela que cabe e a que atrasa. A inflação do Dia das Crianças foi de poucos pontos percentuais. A distância entre comprar pesquisando e comprar com pressa passa de 200%. Sobre a primeira, ninguém tem controle. E sobre a segunda?

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do Procon nem de um advogado. Os índices de preços citados usam cestas, períodos e regiões diferentes e não são comparáveis entre si; as pesquisas dos Procons valem para os produtos, as lojas e as datas de cada coleta, e os preços podem ter mudado. Os dados da Serasa Experian sobre fraudes referem-se a outubro de 2025. As ofertas identificadas como publicidade não influenciaram o conteúdo da reportagem, e os produtos anunciados não foram avaliados pela redação.

Bibliografia

Fontes consultadas pela redação. Páginas acessadas em 10 de outubro de 2026.

  1. PORTAL DO COMÉRCIO (CNC). CNC: vendas no varejo para o Dia das Crianças devem chegar a R$ 9,27 bilhões em 2026. 6 out. 2026. Disponível em: portaldocomercio.org.br.
  2. CNDL; SPC BRASIL. Dia das Crianças deve movimentar 18,11 bilhões no varejo, apontam CNDL/SPC Brasil. 6 out. 2026. Disponível em: cndl.org.br.
  3. INFOMONEY. Preços de brinquedos sobem quase 70% acima da inflação, aponta CNC. 6 out. 2026. Disponível em: infomoney.com.br.
  4. ESPORTES & NOTÍCIAS. Inflação também entrou na brincadeira: quanto custa o Dia das Crianças em 2026? (levantamento da Rico). 9 out. 2026. Disponível em: en.com.br.
  5. VIVA. Cesta de presentes do Dia das Crianças sobe acima da inflação em São Paulo (levantamento do Cecon/Fecap). 5 out. 2026. Disponível em: viva.com.br.
  6. BRASIL EM FOLHAS. Brinquedos ficam mais baratos, mas vendas caem no Dia das Crianças (dados do IPC da FGV). 10 out. 2026. Disponível em: brasilemfolhas.com.br.
  7. PROCON-SP. Dia das Crianças: maioria dos preços dos brinquedos varia mais de 50%, constata Procon-SP. 6 out. 2026. Disponível em: procon.sp.gov.br.
  8. Pesquisas de preços de outros Procons: Anápolis, em Transmissão Política (2 out. 2026); Maranhão, em Jornal Pequeno (8 out. 2026); Pernambuco, em Diario de Pernambuco (8 out. 2026); Florianópolis, em DeOlhoNaIlha (9 out. 2026); Vitória, em Aqui Notícias (7 out. 2026); Campina Grande, em A Palavra Online (7 out. 2026).
  9. NC NEWS. Fraudes em compras online de brinquedos avançam 130% antes do Dia das Crianças (estudo da Serasa Experian). 6 out. 2026. Disponível em: ncnews.com.br.
  10. MERCADO & CONSUMO. Nove contêineres com produtos da China são apreendidos no Porto do Rio (com informações da Receita Federal e da Agência Brasil). 8 out. 2026. Disponível em: mercadoeconsumo.com.br.
  11. DIÁRIO DO GRANDE ABC. Procon de Santo André orienta consumidores sobre compras para o Dia das Crianças. 10 out. 2026. Disponível em: dgabc.com.br.
  12. BM&C NEWS. Dia das crianças: o que ninguém fala sobre a indústria de brinquedos (dados do IBPT). Atualizado em 27 set. 2026. Disponível em: bmcnews.com.br.
  13. BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Código de Defesa do Consumidor (arts. 18, 37 e 49). Disponível em: planalto.gov.br.
  14. BRASIL. Lei nº 13.455, de 26 de junho de 2017. Autoriza a diferenciação de preços em função do prazo ou do instrumento de pagamento. Disponível em: planalto.gov.br.
  15. Imagem: menino ao volante de um carrinho de brinquedo, de frank mckenna, sob a Licença Unsplash, via Unsplash.
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