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Trabalho · Carreira

Trabalho remoto, híbrido ou presencial: o que os dados mostram em 2026

Grandes empresas chamaram os funcionários de volta, e o home office foi dado como morto mais de uma vez. Os números contam uma história diferente: o trabalho em casa parou de crescer, mas também parou de cair. Seis afirmações comuns sobre o tema, cada uma confrontada com a evidência que a sustenta e com a que a contesta.

Redação Zuben · 3 de outubro de 2026 · Leitura de 15 minutos

Mesa de madeira em uma casa, com notebooks, fones de ouvido e celulares; ao fundo, desfocadas, duas pessoas de costas na cozinha
Imagem ilustrativa. Para uma parte dos trabalhadores, a mesa de casa virou o escritório, ao menos em alguns dias da semana. Foto: Crew (licença CC0, via Wikimedia Commons), retocada.

Poucos assuntos do mundo do trabalho produzem tantas certezas opostas. De um lado, executivos afirmam que a cultura da empresa, o aprendizado dos mais jovens e a inovação dependem de gente no mesmo lugar. De outro, funcionários dizem produzir mais e viver melhor sem as horas de trânsito. Os dois lados citam pesquisas, e as pesquisas, lidas com cuidado, dão razão parcial a ambos.

O que os dados de 2026 mostram com mais clareza é que a discussão mudou de fase. A fase do “todo mundo em casa” acabou em 2022. A fase do “todo mundo de volta” não chegou. O que existe é um arranjo intermediário, o híbrido, que se estabilizou onde o trabalho permite, e uma maioria de trabalhadores para quem essa escolha nunca existiu.

Como nas outras reportagens desta série, o texto não parte de uma conclusão. Pega as afirmações mais repetidas e faz com cada uma a mesma coisa: mostra o que a sustenta, o que a contesta e o que sobra de pé.

6,6 mide brasileiros têm a própria casa como principal local de trabalho
26%dos dias de trabalho pagos nos EUA são feitos de casa; eram 7% em 2019
−33%de pedidos de demissão em um experimento com trabalho híbrido
6%dos americanos que podem trabalhar a distância preferem ir todos os dias

Fontes: IBGE, Pnad Contínua 2025; WFH Research (set. 2026); Bloom, Han e Liang, Nature (2024); Gallup (nov. 2025).

O retrato no Brasil

O IBGE mede o assunto pela Pnad Contínua, perguntando qual é o principal local de trabalho de cada pessoa ocupada. Em 2025, 6,6 milhões responderam que é a própria casa, o equivalente a 7,9% dos ocupados. A parcela é a mesma de 2024, está abaixo do pico de 2022 e bem acima dos 5,8% de 20191.

Duas ressalvas ajudam a ler esse número. A primeira: a pesquisa registra o local principal e não capta quem alterna dias em casa e no escritório, de modo que o híbrido fica em boa parte invisível1. A segunda: “trabalhar em casa” inclui a costureira, o confeiteiro e o técnico autônomo, e não só o funcionário de escritório com notebook. Isso ajuda a explicar por que a taxa entre as mulheres, de 12,5%, é mais que o dobro da dos homens, de 5%1.

A geografia também surpreende. Entre as capitais, Porto Alegre lidera com folga, e São Paulo, que tem o maior número absoluto, 543 mil pessoas, fica pouco acima da média nacional3.

Seis afirmações postas à prova

Afirmação 1

“O home office acabou.”

O que sustenta

As ordens de retorno se multiplicaram. A Amazon exige cinco dias por semana no escritório desde 2 de janeiro de 202513, e o JPMorgan fez o mesmo com seus cerca de 300 mil funcionários14. Em pesquisa da KPMG com 1.345 presidentes de empresa, 83% disseram esperar a volta integral ao presencial em três anos12. No Brasil, o Nubank trocou o modelo prioritariamente remoto pelo híbrido em 2026, e o Bradesco determinou o presencial para duas áreas15.

O que contesta

Os anúncios fazem barulho, mas a média quase não se mexe. Nos Estados Unidos, 26% dos dias de trabalho pagos foram feitos de casa em julho de 2026, contra 7% em 2019, e o número está parado desde 20234. Em 40 países, a média caiu de 1,6 dia por semana em 2022 para 1,33 em 2023 e 1,27 em 2024 e 2025, o que os autores chamam de estabilização5. No Brasil, a taxa ficou em 7,9% por dois anos seguidos1.

O que os dados permitem dizerAcabou o trabalho totalmente remoto como regra, e não o trabalho em casa. O que as grandes empresas estão fazendo é reduzir dias remotos, e algumas eliminá-los. Mas, somados todos os empregos, o tempo trabalhado em casa é hoje várias vezes o de 2019 e não cai há três anos.

Afirmação 2

“Quem trabalha em casa produz menos.”

O que sustenta

Para o trabalho totalmente remoto, a evidência aponta nessa direção. Uma revisão de estudos feita por economistas de Stanford e de outras instituições conclui que ele está associado a uma produtividade cerca de 10% menor do que a do trabalho totalmente presencial, por causa de dificuldades de comunicação, de treinamento e de motivação9.

O que contesta

Para o híbrido, o melhor estudo disponível diz o contrário. Em um experimento com 1.612 funcionários de uma empresa de tecnologia, sorteados entre cinco dias no escritório e três no escritório mais dois em casa, não houve diferença nas avaliações de desempenho nem nas promoções nos dois anos seguintes. Os pedidos de demissão caíram um terço8.

O que os dados permitem dizerA resposta depende de qual “em casa”. Cinco dias remotos tendem a custar produtividade, que as empresas podem compensar pagando menos aluguel e contratando em qualquer cidade. Dois dias remotos não mostraram custo mensurável e seguraram os funcionários. Tratar os dois arranjos como se fossem um só é o erro mais comum do debate.

Afirmação 3

“Obrigar a volta ao escritório melhora os resultados.”

O que sustenta

Os executivos falam de colaboração e de aprendizado. Andy Jassy, da Amazon, justificou a volta dizendo que é mais fácil aprender, praticar a cultura e inventar com todos juntos13. Jamie Dimon, do JPMorgan, afirma que os funcionários mais novos não aprendem tanto trabalhando de casa14.

O que contesta

Pesquisadores da Universidade Baylor acompanharam 54 grandes empresas de tecnologia e finanças que impuseram a volta, com dados de mais de 3 milhões de perfis profissionais. Depois da ordem, a rotatividade subiu de 13% a 14%, as contratações caíram 17% e as vagas passaram a levar mais tempo para ser preenchidas. As saídas foram maiores entre mulheres, gestores e profissionais mais qualificados11.

O que os dados permitem dizerO argumento do aprendizado tem base, como mostra a afirmação 5. O que ainda não apareceu em estudo nenhum é o ganho de resultado prometido pelas ordens de retorno. O custo, este sim, foi medido: a empresa perde gente, e perde primeiro quem tem mais facilidade para arranjar outro emprego.

Afirmação 4

“Em casa o trabalhador é mais feliz.”

O que sustenta

A preferência é esmagadora. Entre os americanos cujo trabalho pode ser feito a distância, 61% querem o híbrido, 33% o totalmente remoto e só 6% o presencial todos os dias. O engajamento com o trabalho segue a mesma ordem: 37% entre os remotos, 34% entre os híbridos e 29% entre os presenciais6. Trabalhar em casa poupa, em média, 72 minutos de deslocamento por dia16.

O que contesta

Engajamento não é bem-estar. No levantamento mundial do mesmo instituto, os totalmente remotos são os mais engajados, mas só 36% dizem estar prosperando na vida, contra 42% dos híbridos e dos presenciais em funções que poderiam ser remotas7. A solidão diária atinge 25% dos remotos, 21% dos híbridos e 16% dos presenciais18.

O que os dados permitem dizerO trabalhador quer flexibilidade, e quem a tem se envolve mais com o trabalho. Mas o arranjo que reúne os melhores indicadores de bem-estar é o híbrido, e não o totalmente remoto, que cobra em solidão o que entrega em autonomia. A exceção é o presencial obrigatório para quem poderia trabalhar de outro jeito: é o grupo menos engajado de todos.

Afirmação 5

“Quem não aparece no escritório não cresce na carreira.”

O que sustenta

Economistas de Harvard e de outras instituições estudaram engenheiros de software de uma grande empresa. Sentar perto dos colegas aumentou em 18,3% os comentários recebidos sobre o próprio trabalho, e o ganho se concentrou nos mais jovens e menos experientes. Sem a proximidade, as mulheres perderam mais: passaram a receber retorno de 14,7% menos pessoas, contra 2,6% no caso dos homens10.

O que contesta

O mesmo estudo mostra o outro lado da moeda: perto dos colegas, os engenheiros experientes produzem menos, porque gastam tempo ensinando10. E, no experimento com trabalho híbrido, quem ficava dois dias em casa foi promovido na mesma proporção de quem ia todos os dias ao escritório8.

O que os dados permitem dizerA proximidade é um investimento: custa produção hoje e forma profissionais para amanhã. Quem está começando a carreira é quem mais perde ficando longe, e quem já é experiente é quem mais ganha. Isso sugere que a pergunta útil não é quantos dias, mas quais dias: os de presença só valem se a equipe estiver lá ao mesmo tempo.

Afirmação 6

“Hoje em dia qualquer um pode trabalhar de casa.”

O que sustenta

A tecnologia deixou de ser obstáculo. Reuniões por vídeo, arquivos na nuvem e assinatura eletrônica já fazem parte da rotina, e a lei brasileira regulamenta o teletrabalho desde 2022, inclusive no modelo em que o empregado alterna dias em casa e na empresa17.

O que contesta

A maioria dos empregos exige presença. No Brasil, 60,2% dos ocupados trabalham no estabelecimento da empresa, e a fatia cresceu nos últimos anos2. Mesmo nos Estados Unidos, 62% dos empregados em tempo integral são totalmente presenciais, 26% são híbridos e 12%, totalmente remotos4. O trabalho em casa varia de 0,5 a 2 dias por semana conforme a região do mundo5.

O que os dados permitem dizerO debate sobre onde trabalhar é, em boa medida, um debate entre quem tem diploma e emprego de escritório. Motoristas, vendedores, operários, enfermeiros e cozinheiros não participam dele. Qualquer discussão sobre o futuro do trabalho que ignore essa maioria descreve só um pedaço do mercado.

Sete anos em uma linha do tempo

  1. Antes da pandemiaTrabalham principalmente em casa 5,8% dos ocupados no Brasil. Nos EUA, 7% dos dias de trabalho são feitos de casa1 4.
  2. O experimento forçadoA pandemia manda para casa, de uma semana para a outra, quem podia trabalhar com um computador.
  3. O pico e a leiO Brasil registra 8,4% dos ocupados em casa, o maior nível da série, e a Lei 14.442 atualiza as regras do teletrabalho1 17.
  4. A acomodaçãoA média mundial cai para 1,33 dia por semana em casa e, a partir daí, praticamente não muda5.
  5. As ordens de retornoAmazon e JPMorgan passam a exigir cinco dias por semana no escritório13 14.
  6. O custo medidoEstudo da Universidade Baylor mostra rotatividade de 13% a 14% maior depois das ordens de retorno11.
  7. O híbrido como padrãoNo Brasil, o Nubank deixa o modelo prioritariamente remoto. O IBGE divulga, em setembro, que a parcela em casa ficou estável em 7,9%15 1.

O que sobra de pé

  • O trabalho em casa não acabou nem dominou. Estacionou em um patamar bem acima do de 2019.
  • Híbrido e remoto são coisas diferentes. O primeiro não mostrou perda de desempenho. O segundo tende a custar produtividade e a aumentar a solidão.
  • Ordem de retorno tem custo conhecido e benefício ainda não demonstrado. As empresas perdem gente experiente.
  • A presença vale mais para quem está começando. Aprende-se com quem está ao lado.
  • A maioria não escolhe. Seis em cada dez brasileiros ocupados trabalham no estabelecimento da empresa.

Para quem pode escolher

  1. Pergunte quais dias, e não só quantos. Dia de escritório com a equipe ausente é deslocamento sem ganho. Combine dias fixos de presença com o time.
  2. No começo da carreira, apareça mais. Os dados sobre aprendizado e retorno dos colegas favorecem quem está perto.
  3. Em casa, separe o lugar e o horário. Um canto definido e uma hora para encerrar protegem contra a jornada que não termina.
  4. Cuide do convívio. Quem trabalha sempre de casa precisa planejar o contato que o escritório dava de graça: almoço com colegas, atividade fora, trabalho em um espaço compartilhado.
  5. Formalize o combinado. Pela lei, o regime de teletrabalho deve constar do contrato. O mesmo vale para quem paga equipamentos, internet e energia17.
  6. Faça a conta inteira antes de trocar de emprego. Tempo e custo de deslocamento, alimentação e moradia entram no salário real, para os dois lados.

Onde os aplicativos Zuben podem ajudar

Organizar uma semana dividida entre casa e escritório é, antes de tudo, uma questão de agenda e de limites. Dois utilitários simples cobrem essa parte.

  • AgendaZubenCalendarO mês inteiro à vista, com feriados e fins de semana destacados, para marcar os dias de escritório e combinar a presença com a equipe.
  • LimitesZubenRemindUm alarme diário para encerrar o expediente e outro para a pausa do almoço. Em casa, ninguém apaga a luz do escritório por você.
  • DocumentosZubenPDFContrato, aditivo de teletrabalho e comprovantes de despesa digitalizados e reunidos em um único arquivo.

Os aplicativos funcionam sem internet e não pedem cadastro.

A pergunta que ficou

Sete anos depois do experimento forçado de 2020, a discussão sobre onde se trabalha continua sendo conduzida como se houvesse um vencedor a declarar. Os dados não apontam um. Apontam um arranjo intermediário que se firmou onde é possível, um custo de solidão para quem fica sempre longe, um custo de talento para as empresas que impõem a volta, e uma maioria de trabalhadores para quem a pergunta nem se coloca.

A parte que cabe a cada empresa e a cada pessoa é mais modesta e mais prática: saber para que serve o dia no escritório. Quando a resposta é clara, ensinar, decidir junto, conhecer quem chegou, o deslocamento se justifica. Quando não é, nenhuma ordem de retorno e nenhuma estatística de produtividade resolvem o problema.

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica ou de carreira. Boa parte das pesquisas citadas foi feita nos Estados Unidos e com trabalhadores de escritório, e seus resultados podem não se repetir no Brasil. Pesquisas de opinião registram o que as pessoas relatam. O dado do IBGE mede o principal local de trabalho e não capta o trabalho híbrido. As ofertas identificadas como publicidade não influenciaram o conteúdo da reportagem.

Bibliografia

Fontes consultadas pela redação. Páginas acessadas em 3 de outubro de 2026.

  1. IBGE. Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025. 23 set. 2026. Dados em: DIÁRIO DO COMÉRCIO (Agência Estadão), Trabalho home office se manteve acima do nível pré-pandemia em 2025, mostra IBGE. Disponível em: diariodocomercio.com.br.
  2. CNN BRASIL. Modelo home office perde força no pós-pandemia, mostra IBGE. 26 set. 2026. Disponível em: cnnbrasil.com.br.
  3. SERJUSMIG. IBGE: home office reúne 6,6 milhões de trabalhadores no Brasil; saiba onde modalidade avança. 25 set. 2026. Disponível em: serjusmig.org.br.
  4. BARRERO, J. M.; BLOOM, N.; BUCKMAN, S.; DAVIS, S. J. Survey of Working Arrangements and Attitudes: September 2026 Updates. WFH Research, 2026. Disponível em: wfhresearch.com.
  5. AKSOY, C. G.; BARRERO, J. M.; BLOOM, N.; DAVIS, S. J.; DOLLS, M.; ZARATE, P. Working from Home in 2025: Five Key Facts. Stanford Institute for Economic Policy Research, 14 abr. 2025. Disponível em: siepr.stanford.edu.
  6. GALLUP. Global Indicator: Hybrid Work. Dados de maio de 2026 e novembro de 2025. Disponível em: gallup.com.
  7. GALLUP. The Remote Work Paradox: Higher Engagement, Lower Wellbeing. 7 maio 2025. Disponível em: gallup.com.
  8. BLOOM, N.; HAN, R.; LIANG, J. Hybrid working from home improves retention without damaging performance. Nature, v. 630, p. 920–925, 2024. Disponível em: pmc.ncbi.nlm.nih.gov.
  9. BARRERO, J. M.; BLOOM, N.; DAVIS, S. J. The Evolution of Working from Home. Stanford Institute for Economic Policy Research, jul. 2023. Disponível em: wfhresearch.com.
  10. EMANUEL, N.; HARRINGTON, E.; PALLAIS, A. The Power of Proximity to Coworkers: Training for Tomorrow or Productivity Today? NBER Working Paper 31880, versão de 2026. Disponível em: nber.org.
  11. UNIVERSIDADE BAYLOR, Hankamer School of Business. Return-to-Office Mandates and the Hidden Cost of Brain Drain (estudo de Ding, Jin, Ma, Xing e Yang). 8 out. 2025. Disponível em: hankamer.baylor.edu.
  12. CFO DIVE. Most CEOs expect full return-to-office in 3 years: KPMG (KPMG CEO Outlook 2024). Set. 2024. Disponível em: cfodive.com.
  13. AMAZON. Update from Amazon CEO Andy Jassy on return-to-office plans and manager team ratio. Set. 2024. Disponível em: aboutamazon.com.
  14. BLOOMBERG. Dimon Reups Return-to-Office Push After Opening New York HQ. 28 out. 2025. Disponível em: bloomberg.com. Ver também: FORBES, The JPMorgan Memo Ends Remote Work And Tells Employees To Return To Office, 10 jan. 2025.
  15. FLASH. Presencial ganha força e redefine o trabalho híbrido em 2026. 29 jan. 2026. Disponível em: flashapp.com.br.
  16. AKSOY, C. G. et al. Time Savings When Working from Home. AEA Papers and Proceedings, v. 113, 2023. Disponível em: nber.org.
  17. BRASIL. Lei nº 14.442, de 2 de setembro de 2022. Altera a Consolidação das Leis do Trabalho para dispor sobre o teletrabalho.
  18. GALLUP. 1 in 5 Employees Worldwide Feel Lonely. 2024. Disponível em: gallup.com.
  19. Imagem: Crew, “Couple working at home”, licença CC0, via Wikimedia Commons. Um logotipo de fabricante foi retirado da imagem pela redação.
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