Trabalho · Carreira
Trabalho remoto, híbrido ou presencial: o que os dados mostram em 2026
Grandes empresas chamaram os funcionários de volta, e o home office foi dado como morto mais de uma vez. Os números contam uma história diferente: o trabalho em casa parou de crescer, mas também parou de cair. Seis afirmações comuns sobre o tema, cada uma confrontada com a evidência que a sustenta e com a que a contesta.
Redação Zuben · 3 de outubro de 2026 · Leitura de 15 minutos
Poucos assuntos do mundo do trabalho produzem tantas certezas opostas. De um lado, executivos afirmam que a cultura da empresa, o aprendizado dos mais jovens e a inovação dependem de gente no mesmo lugar. De outro, funcionários dizem produzir mais e viver melhor sem as horas de trânsito. Os dois lados citam pesquisas, e as pesquisas, lidas com cuidado, dão razão parcial a ambos.
O que os dados de 2026 mostram com mais clareza é que a discussão mudou de fase. A fase do “todo mundo em casa” acabou em 2022. A fase do “todo mundo de volta” não chegou. O que existe é um arranjo intermediário, o híbrido, que se estabilizou onde o trabalho permite, e uma maioria de trabalhadores para quem essa escolha nunca existiu.
Como nas outras reportagens desta série, o texto não parte de uma conclusão. Pega as afirmações mais repetidas e faz com cada uma a mesma coisa: mostra o que a sustenta, o que a contesta e o que sobra de pé.
Fontes: IBGE, Pnad Contínua 2025; WFH Research (set. 2026); Bloom, Han e Liang, Nature (2024); Gallup (nov. 2025).
O retrato no Brasil
O IBGE mede o assunto pela Pnad Contínua, perguntando qual é o principal local de trabalho de cada pessoa ocupada. Em 2025, 6,6 milhões responderam que é a própria casa, o equivalente a 7,9% dos ocupados. A parcela é a mesma de 2024, está abaixo do pico de 2022 e bem acima dos 5,8% de 20191.
Subiu, recuou um pouco e parou
Parcela dos ocupados no Brasil cujo principal local de trabalho é a própria casa
Fonte: IBGE, Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025 (23 set. 2026).
Duas ressalvas ajudam a ler esse número. A primeira: a pesquisa registra o local principal e não capta quem alterna dias em casa e no escritório, de modo que o híbrido fica em boa parte invisível1. A segunda: “trabalhar em casa” inclui a costureira, o confeiteiro e o técnico autônomo, e não só o funcionário de escritório com notebook. Isso ajuda a explicar por que a taxa entre as mulheres, de 12,5%, é mais que o dobro da dos homens, de 5%1.
A geografia também surpreende. Entre as capitais, Porto Alegre lidera com folga, e São Paulo, que tem o maior número absoluto, 543 mil pessoas, fica pouco acima da média nacional3.
As capitais do trabalho em casa
Parcela dos ocupados cujo principal local de trabalho é a própria casa, em 2025
Fonte: IBGE, Pnad Contínua 2025, via Serjusmig (25 set. 2026). Porto Velho tem a menor taxa entre as capitais.
Seis afirmações postas à prova
Afirmação 1
“O home office acabou.”
O que sustenta
As ordens de retorno se multiplicaram. A Amazon exige cinco dias por semana no escritório desde 2 de janeiro de 202513, e o JPMorgan fez o mesmo com seus cerca de 300 mil funcionários14. Em pesquisa da KPMG com 1.345 presidentes de empresa, 83% disseram esperar a volta integral ao presencial em três anos12. No Brasil, o Nubank trocou o modelo prioritariamente remoto pelo híbrido em 2026, e o Bradesco determinou o presencial para duas áreas15.
O que contesta
Os anúncios fazem barulho, mas a média quase não se mexe. Nos Estados Unidos, 26% dos dias de trabalho pagos foram feitos de casa em julho de 2026, contra 7% em 2019, e o número está parado desde 20234. Em 40 países, a média caiu de 1,6 dia por semana em 2022 para 1,33 em 2023 e 1,27 em 2024 e 2025, o que os autores chamam de estabilização5. No Brasil, a taxa ficou em 7,9% por dois anos seguidos1.
A queda parou em 2023
Dias trabalhados em casa por semana, média de trabalhadores com ensino superior em tempo integral
Fonte: Aksoy, Barrero, Bloom, Davis, Dolls e Zarate, Global Survey of Working Arrangements, painel de 22 países (SIEPR, abr. 2025).
O que os dados permitem dizerAcabou o trabalho totalmente remoto como regra, e não o trabalho em casa. O que as grandes empresas estão fazendo é reduzir dias remotos, e algumas eliminá-los. Mas, somados todos os empregos, o tempo trabalhado em casa é hoje várias vezes o de 2019 e não cai há três anos.
Afirmação 2
“Quem trabalha em casa produz menos.”
O que sustenta
Para o trabalho totalmente remoto, a evidência aponta nessa direção. Uma revisão de estudos feita por economistas de Stanford e de outras instituições conclui que ele está associado a uma produtividade cerca de 10% menor do que a do trabalho totalmente presencial, por causa de dificuldades de comunicação, de treinamento e de motivação9.
O que contesta
Para o híbrido, o melhor estudo disponível diz o contrário. Em um experimento com 1.612 funcionários de uma empresa de tecnologia, sorteados entre cinco dias no escritório e três no escritório mais dois em casa, não houve diferença nas avaliações de desempenho nem nas promoções nos dois anos seguintes. Os pedidos de demissão caíram um terço8.
O que os dados permitem dizerA resposta depende de qual “em casa”. Cinco dias remotos tendem a custar produtividade, que as empresas podem compensar pagando menos aluguel e contratando em qualquer cidade. Dois dias remotos não mostraram custo mensurável e seguraram os funcionários. Tratar os dois arranjos como se fossem um só é o erro mais comum do debate.
Afirmação 3
“Obrigar a volta ao escritório melhora os resultados.”
O que sustenta
Os executivos falam de colaboração e de aprendizado. Andy Jassy, da Amazon, justificou a volta dizendo que é mais fácil aprender, praticar a cultura e inventar com todos juntos13. Jamie Dimon, do JPMorgan, afirma que os funcionários mais novos não aprendem tanto trabalhando de casa14.
O que contesta
Pesquisadores da Universidade Baylor acompanharam 54 grandes empresas de tecnologia e finanças que impuseram a volta, com dados de mais de 3 milhões de perfis profissionais. Depois da ordem, a rotatividade subiu de 13% a 14%, as contratações caíram 17% e as vagas passaram a levar mais tempo para ser preenchidas. As saídas foram maiores entre mulheres, gestores e profissionais mais qualificados11.
Mais tempo para repor quem saiu
Dias para preencher uma vaga em 54 empresas que impuseram a volta ao escritório
Fonte: Ding, Jin, Ma, Xing e Yang, Universidade Baylor (out. 2025), com ordens de retorno dadas entre 2020 e 2023.
O que os dados permitem dizerO argumento do aprendizado tem base, como mostra a afirmação 5. O que ainda não apareceu em estudo nenhum é o ganho de resultado prometido pelas ordens de retorno. O custo, este sim, foi medido: a empresa perde gente, e perde primeiro quem tem mais facilidade para arranjar outro emprego.
Afirmação 4
“Em casa o trabalhador é mais feliz.”
O que sustenta
A preferência é esmagadora. Entre os americanos cujo trabalho pode ser feito a distância, 61% querem o híbrido, 33% o totalmente remoto e só 6% o presencial todos os dias. O engajamento com o trabalho segue a mesma ordem: 37% entre os remotos, 34% entre os híbridos e 29% entre os presenciais6. Trabalhar em casa poupa, em média, 72 minutos de deslocamento por dia16.
O que contesta
Engajamento não é bem-estar. No levantamento mundial do mesmo instituto, os totalmente remotos são os mais engajados, mas só 36% dizem estar prosperando na vida, contra 42% dos híbridos e dos presenciais em funções que poderiam ser remotas7. A solidão diária atinge 25% dos remotos, 21% dos híbridos e 16% dos presenciais18.
O que se tem e o que se quer
Trabalhadores dos EUA em funções que podem ser feitas a distância
Como trabalhamComo prefeririam
Fonte: Gallup. Situação em maio de 2026 e preferência em novembro de 2025.
O preço do isolamento
Trabalhadores que dizem ter sentido solidão em boa parte do dia anterior
Fonte: Gallup, State of the Global Workplace (2024).
O que os dados permitem dizerO trabalhador quer flexibilidade, e quem a tem se envolve mais com o trabalho. Mas o arranjo que reúne os melhores indicadores de bem-estar é o híbrido, e não o totalmente remoto, que cobra em solidão o que entrega em autonomia. A exceção é o presencial obrigatório para quem poderia trabalhar de outro jeito: é o grupo menos engajado de todos.
Afirmação 5
“Quem não aparece no escritório não cresce na carreira.”
O que sustenta
Economistas de Harvard e de outras instituições estudaram engenheiros de software de uma grande empresa. Sentar perto dos colegas aumentou em 18,3% os comentários recebidos sobre o próprio trabalho, e o ganho se concentrou nos mais jovens e menos experientes. Sem a proximidade, as mulheres perderam mais: passaram a receber retorno de 14,7% menos pessoas, contra 2,6% no caso dos homens10.
O que os dados permitem dizerA proximidade é um investimento: custa produção hoje e forma profissionais para amanhã. Quem está começando a carreira é quem mais perde ficando longe, e quem já é experiente é quem mais ganha. Isso sugere que a pergunta útil não é quantos dias, mas quais dias: os de presença só valem se a equipe estiver lá ao mesmo tempo.
Afirmação 6
“Hoje em dia qualquer um pode trabalhar de casa.”
O que sustenta
A tecnologia deixou de ser obstáculo. Reuniões por vídeo, arquivos na nuvem e assinatura eletrônica já fazem parte da rotina, e a lei brasileira regulamenta o teletrabalho desde 2022, inclusive no modelo em que o empregado alterna dias em casa e na empresa17.
O que contesta
A maioria dos empregos exige presença. No Brasil, 60,2% dos ocupados trabalham no estabelecimento da empresa, e a fatia cresceu nos últimos anos2. Mesmo nos Estados Unidos, 62% dos empregados em tempo integral são totalmente presenciais, 26% são híbridos e 12%, totalmente remotos4. O trabalho em casa varia de 0,5 a 2 dias por semana conforme a região do mundo5.
Um costume mais forte nos países ricos de língua inglesa
Dias trabalhados em casa por semana, entre trabalhadores com ensino superior
Fonte: Global Survey of Working Arrangements, 40 países, de novembro de 2024 a fevereiro de 2025 (SIEPR, abr. 2025). As barras usam o ponto médio de cada faixa.
O que os dados permitem dizerO debate sobre onde trabalhar é, em boa medida, um debate entre quem tem diploma e emprego de escritório. Motoristas, vendedores, operários, enfermeiros e cozinheiros não participam dele. Qualquer discussão sobre o futuro do trabalho que ignore essa maioria descreve só um pedaço do mercado.
Sete anos em uma linha do tempo
- Antes da pandemiaTrabalham principalmente em casa 5,8% dos ocupados no Brasil. Nos EUA, 7% dos dias de trabalho são feitos de casa1 4.
- O experimento forçadoA pandemia manda para casa, de uma semana para a outra, quem podia trabalhar com um computador.
- O pico e a leiO Brasil registra 8,4% dos ocupados em casa, o maior nível da série, e a Lei 14.442 atualiza as regras do teletrabalho1 17.
- A acomodaçãoA média mundial cai para 1,33 dia por semana em casa e, a partir daí, praticamente não muda5.
- As ordens de retornoAmazon e JPMorgan passam a exigir cinco dias por semana no escritório13 14.
- O custo medidoEstudo da Universidade Baylor mostra rotatividade de 13% a 14% maior depois das ordens de retorno11.
- O híbrido como padrãoNo Brasil, o Nubank deixa o modelo prioritariamente remoto. O IBGE divulga, em setembro, que a parcela em casa ficou estável em 7,9%15 1.
O que sobra de pé
- O trabalho em casa não acabou nem dominou. Estacionou em um patamar bem acima do de 2019.
- Híbrido e remoto são coisas diferentes. O primeiro não mostrou perda de desempenho. O segundo tende a custar produtividade e a aumentar a solidão.
- Ordem de retorno tem custo conhecido e benefício ainda não demonstrado. As empresas perdem gente experiente.
- A presença vale mais para quem está começando. Aprende-se com quem está ao lado.
- A maioria não escolhe. Seis em cada dez brasileiros ocupados trabalham no estabelecimento da empresa.
Para quem pode escolher
- Pergunte quais dias, e não só quantos. Dia de escritório com a equipe ausente é deslocamento sem ganho. Combine dias fixos de presença com o time.
- No começo da carreira, apareça mais. Os dados sobre aprendizado e retorno dos colegas favorecem quem está perto.
- Em casa, separe o lugar e o horário. Um canto definido e uma hora para encerrar protegem contra a jornada que não termina.
- Cuide do convívio. Quem trabalha sempre de casa precisa planejar o contato que o escritório dava de graça: almoço com colegas, atividade fora, trabalho em um espaço compartilhado.
- Formalize o combinado. Pela lei, o regime de teletrabalho deve constar do contrato. O mesmo vale para quem paga equipamentos, internet e energia17.
- Faça a conta inteira antes de trocar de emprego. Tempo e custo de deslocamento, alimentação e moradia entram no salário real, para os dois lados.
Onde os aplicativos Zuben podem ajudar
Organizar uma semana dividida entre casa e escritório é, antes de tudo, uma questão de agenda e de limites. Dois utilitários simples cobrem essa parte.
- AgendaZubenCalendarO mês inteiro à vista, com feriados e fins de semana destacados, para marcar os dias de escritório e combinar a presença com a equipe.
- LimitesZubenRemindUm alarme diário para encerrar o expediente e outro para a pausa do almoço. Em casa, ninguém apaga a luz do escritório por você.
- DocumentosZubenPDFContrato, aditivo de teletrabalho e comprovantes de despesa digitalizados e reunidos em um único arquivo.
Os aplicativos funcionam sem internet e não pedem cadastro.
A pergunta que ficou
Sete anos depois do experimento forçado de 2020, a discussão sobre onde se trabalha continua sendo conduzida como se houvesse um vencedor a declarar. Os dados não apontam um. Apontam um arranjo intermediário que se firmou onde é possível, um custo de solidão para quem fica sempre longe, um custo de talento para as empresas que impõem a volta, e uma maioria de trabalhadores para quem a pergunta nem se coloca.
A parte que cabe a cada empresa e a cada pessoa é mais modesta e mais prática: saber para que serve o dia no escritório. Quando a resposta é clara, ensinar, decidir junto, conhecer quem chegou, o deslocamento se justifica. Quando não é, nenhuma ordem de retorno e nenhuma estatística de produtividade resolvem o problema.
Bibliografia
Fontes consultadas pela redação. Páginas acessadas em 3 de outubro de 2026.
- IBGE. Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025. 23 set. 2026. Dados em: DIÁRIO DO COMÉRCIO (Agência Estadão), Trabalho home office se manteve acima do nível pré-pandemia em 2025, mostra IBGE. Disponível em: diariodocomercio.com.br.
- CNN BRASIL. Modelo home office perde força no pós-pandemia, mostra IBGE. 26 set. 2026. Disponível em: cnnbrasil.com.br.
- SERJUSMIG. IBGE: home office reúne 6,6 milhões de trabalhadores no Brasil; saiba onde modalidade avança. 25 set. 2026. Disponível em: serjusmig.org.br.
- BARRERO, J. M.; BLOOM, N.; BUCKMAN, S.; DAVIS, S. J. Survey of Working Arrangements and Attitudes: September 2026 Updates. WFH Research, 2026. Disponível em: wfhresearch.com.
- AKSOY, C. G.; BARRERO, J. M.; BLOOM, N.; DAVIS, S. J.; DOLLS, M.; ZARATE, P. Working from Home in 2025: Five Key Facts. Stanford Institute for Economic Policy Research, 14 abr. 2025. Disponível em: siepr.stanford.edu.
- GALLUP. Global Indicator: Hybrid Work. Dados de maio de 2026 e novembro de 2025. Disponível em: gallup.com.
- GALLUP. The Remote Work Paradox: Higher Engagement, Lower Wellbeing. 7 maio 2025. Disponível em: gallup.com.
- BLOOM, N.; HAN, R.; LIANG, J. Hybrid working from home improves retention without damaging performance. Nature, v. 630, p. 920–925, 2024. Disponível em: pmc.ncbi.nlm.nih.gov.
- BARRERO, J. M.; BLOOM, N.; DAVIS, S. J. The Evolution of Working from Home. Stanford Institute for Economic Policy Research, jul. 2023. Disponível em: wfhresearch.com.
- EMANUEL, N.; HARRINGTON, E.; PALLAIS, A. The Power of Proximity to Coworkers: Training for Tomorrow or Productivity Today? NBER Working Paper 31880, versão de 2026. Disponível em: nber.org.
- UNIVERSIDADE BAYLOR, Hankamer School of Business. Return-to-Office Mandates and the Hidden Cost of Brain Drain (estudo de Ding, Jin, Ma, Xing e Yang). 8 out. 2025. Disponível em: hankamer.baylor.edu.
- CFO DIVE. Most CEOs expect full return-to-office in 3 years: KPMG (KPMG CEO Outlook 2024). Set. 2024. Disponível em: cfodive.com.
- AMAZON. Update from Amazon CEO Andy Jassy on return-to-office plans and manager team ratio. Set. 2024. Disponível em: aboutamazon.com.
- BLOOMBERG. Dimon Reups Return-to-Office Push After Opening New York HQ. 28 out. 2025. Disponível em: bloomberg.com. Ver também: FORBES, The JPMorgan Memo Ends Remote Work And Tells Employees To Return To Office, 10 jan. 2025.
- FLASH. Presencial ganha força e redefine o trabalho híbrido em 2026. 29 jan. 2026. Disponível em: flashapp.com.br.
- AKSOY, C. G. et al. Time Savings When Working from Home. AEA Papers and Proceedings, v. 113, 2023. Disponível em: nber.org.
- BRASIL. Lei nº 14.442, de 2 de setembro de 2022. Altera a Consolidação das Leis do Trabalho para dispor sobre o teletrabalho.
- GALLUP. 1 in 5 Employees Worldwide Feel Lonely. 2024. Disponível em: gallup.com.
- Imagem: Crew, “Couple working at home”, licença CC0, via Wikimedia Commons. Um logotipo de fabricante foi retirado da imagem pela redação.