Comportamento · Tecnologia
O celular está fazendo mal aos jovens? O que dizem os dados, e quem discorda deles
Nove em cada dez brasileiros de 9 a 17 anos estão conectados, quase todos pelo celular. Para uma parte dos cientistas, o aparelho explica a piora da saúde mental de uma geração. Para outra, virou o culpado fácil de um problema com muitas causas. Sete afirmações comuns sobre o tema, cada uma confrontada com a evidência que a sustenta e com a que a contesta.
Redação Zuben · 2 de outubro de 2026 · Leitura de 16 minutos
A fotografia acima pode ser lida de duas maneiras. Na primeira, cinco adolescentes estão juntos, encostados uns nos outros, rindo de alguma coisa que aparece na tela: o celular é o motivo do encontro. Na segunda, o que chama a atenção é a garota da ponta do banco, que olha para o outro lado com o aparelho esquecido na mão, sozinha no meio do grupo. As duas leituras estão corretas, e o debate científico sobre celular e juventude é, em boa parte, uma briga sobre qual delas descreve melhor o que está acontecendo.
O assunto saiu dos consultórios e chegou às leis. O Brasil restringiu o celular nas escolas em 2025 e, em março de 2026, passou a exigir das plataformas mecanismos de proteção a crianças e adolescentes. A Austrália proibiu redes sociais para menores de 16 anos. Um livro sobre o tema, A geração ansiosa, virou fenômeno de vendas no mundo todo. E, no entanto, os pesquisadores que estudam o assunto há mais tempo continuam divididos.
Esta reportagem não parte de uma conclusão. Ela pega as afirmações mais repetidas sobre celular e jovens e faz com cada uma a mesma coisa: mostra o que a sustenta, o que a contesta e o que sobra de pé.
Fontes: Cetic.br, TIC Kids Online Brasil 2025; OCDE, PISA 2022; Pew Research Center (2025).
O retrato no Brasil
A pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Cetic.br, entrevistou em 2025 mais de 2.300 crianças e adolescentes e seus responsáveis. O celular é a porta de entrada de quase todos: 96% dos que usam a internet acessam por ele, e 77% têm um aparelho próprio. O computador, que em 2015 era usado por 74% deles, hoje aparece para 37%1 2.
Onde eles estão
Plataformas mais usadas por quem tem de 9 a 17 anos no Brasil, em 2025
Fonte: Cetic.br / NIC.br, TIC Kids Online Brasil 2025.
O mesmo levantamento mostra para que a conexão serve. Oito em cada dez (81%) pesquisam na internet para trabalhos da escola, 85% assistem a vídeos de influenciadores e 65% já usam inteligência artificial generativa. Do lado dos pais, 58% dizem impor regras para o uso do celular, 44% conversam com os filhos sobre o que eles fazem na rede e 37% usam alguma ferramenta técnica de limite2.
Dois campos, os mesmos dados
A discussão tem dois polos bem definidos. Os dois olham para as mesmas pesquisas e chegam a conclusões opostas, e é útil conhecê-los antes de entrar nas afirmações.
Jonathan Haidt
Psicólogo social, Universidade de Nova York. Autor de A geração ansiosa (2024)Defende que a troca da infância baseada em brincadeira pela infância baseada no celular, a partir de 2010, provocou uma crise de saúde mental. Aponta quatro danos: privação social, privação de sono, atenção fragmentada e dependência. Propõe quatro normas: nada de smartphone antes dos 14 anos, nada de redes sociais antes dos 16, escolas sem celular e mais brincadeira livre e autonomia6.
Candice Odgers
Psicóloga do desenvolvimento, Universidade da Califórnia em IrvineEm resenha na revista Nature, afirmou que a ideia de que a tecnologia está reconfigurando o cérebro das crianças e causando uma epidemia de doença mental não tem apoio da ciência. Diz que jovens deprimidos usam mais as redes, e não o contrário, e teme que a atenção ao celular desvie recursos das causas mais bem documentadas, como a situação das famílias7 8.
Entre os dois há um terceiro grupo, menos barulhento, formado por pesquisadores como Amy Orben, da Universidade de Cambridge, e Andrew Przybylski, de Oxford. Eles encontram associações negativas entre uso de telas e bem-estar, mas pequenas, e insistem que o efeito depende de quem usa, do que usa e em que idade.
Sete afirmações postas à prova
Afirmação 1
“O celular causou uma epidemia de sofrimento mental entre os jovens.”
O que sustenta
Nos Estados Unidos, a parcela de estudantes do ensino médio com tristeza ou desesperança persistentes subiu de 30% em 2013 para 42% em 2021. Entre as meninas, foi de 39% para 57%5. Haidt observa que a curva sobe justamente quando o smartphone se torna universal6. Em 2023, a principal autoridade de saúde pública dos EUA advertiu que não é possível concluir que as redes sejam suficientemente seguras para adolescentes11.
O que contesta
Duas curvas que sobem juntas não provam que uma causa a outra. As Academias Nacionais de Ciências dos EUA revisaram a literatura e concluíram que ela não sustenta a afirmação de que as redes sociais causam mudanças na saúde dos adolescentes no nível da população10. Em três grandes bases de dados, com 355 mil jovens, o uso de tecnologia explicou no máximo 0,4% da variação do bem-estar9.
A curva que deu origem ao debate
Estudantes do ensino médio dos EUA com tristeza ou desesperança persistentes
MeninasTodos os estudantes
Fonte: CDC, Youth Risk Behavior Survey (2013 a 2023). A pesquisa mede o que os estudantes relatam, e não diagnósticos.
O que os dados permitem dizerA piora da saúde mental dos adolescentes é real e bem medida. Que o celular seja a causa principal, não: a evidência é de associação, pequena na média, e os próprios números do CDC recuaram entre 2021 e 2023 sem que os aparelhos tenham saído do bolso de ninguém. Quem afirma que a causa já foi provada vai além dos dados, e quem afirma que não há problema nenhum também.
Afirmação 2
“As redes sociais fazem mal a todo adolescente.”
O que sustenta
A Organização Mundial da Saúde acompanhou 280 mil jovens de 11, 13 e 15 anos em 44 países e regiões. O uso problemático de redes sociais, com sinais parecidos com os de dependência, passou de 7% em 2018 para 11% em 2022, e chega a 13% entre as meninas12. Nos EUA, 48% dos adolescentes dizem que as redes têm efeito negativo sobre as pessoas da idade deles, contra 32% em 20224.
O que contesta
Os mesmos adolescentes, quando falam de si, contam outra história: só 14% dizem que as redes lhes fazem mal, 28% dizem que fazem bem e 58% não veem efeito nem para um lado nem para o outro. Três em cada quatro (74%) afirmam que elas os aproximam dos amigos4. E o dado da OMS também pode ser lido ao contrário: 89% não têm uso problemático.
Faz mal aos outros, não a mim
O que dizem adolescentes de 13 a 17 anos nos EUA sobre o efeito das redes sociais
Fonte: Pew Research Center, pesquisa com 1.391 adolescentes e seus pais, de 18 de setembro a 10 de outubro de 2024.
O que os dados permitem dizerO efeito não é igual para todos. Há uma minoria em situação de risco, maior entre as meninas, e há idades mais sensíveis: um estudo de Cambridge e Oxford encontrou ligação entre mais uso de redes e menor satisfação com a vida entre meninas de 11 a 13 anos e meninos de 14 e 1513. Falar em “todo adolescente” esconde justamente quem mais precisa de atenção.
Afirmação 3
“O celular atrapalha a aprendizagem.”
O que sustenta
No PISA 2022, a avaliação internacional da OCDE, 80% dos estudantes brasileiros disseram se distrair nas aulas de matemática com celulares e outros aparelhos, contra 65% na média dos países da organização. Quem usa aparelhos por lazer até uma hora por dia fez 49 pontos a mais em matemática do que quem usa de cinco a sete horas. E quem se distrai com o aparelho do colega faz 15 pontos a menos3.
O que contesta
O mesmo aparelho é a principal ferramenta de estudo de quem não tem computador em casa: 81% dos jovens brasileiros conectados pesquisam na internet para a escola2. O guia do governo federal sobre telas registra que o uso moderado, com finalidade educativa, aparece associado a efeito protetor21. E a diferença de notas do PISA é uma comparação entre grupos, que não isola outras diferenças entre eles.
A distração em sala é maior aqui
Estudantes de 15 anos que dizem se distrair com aparelhos digitais nas aulas de matemática
Fonte: OCDE, PISA 2022.
O que os dados permitem dizerDentro da sala de aula, sem finalidade pedagógica, o celular distrai, e este é o ponto em que os dois lados do debate mais concordam. Fora dela, o resultado depende do uso: o aparelho que interrompe a lição também é o que permite fazê-la.
Afirmação 4
“Proibir o celular na escola resolve.”
O que sustenta
A Lei 15.100, de janeiro de 2025, restringiu o uso de celulares nas escolas brasileiras15. Um ano e meio depois, pesquisa do Inep em 8.189 escolas mostrou que 92% já aplicam a regra. Entre os diretores, 97% veem mais participação nas atividades, 95% percebem mais concentração, 88% associam a medida à queda de conflitos e de cyberbullying e 86% notam alunos menos ansiosos14.
O que contesta
O primeiro estudo a comparar escolas com e sem restrição, feito na Inglaterra com 1.227 alunos de 30 colégios, não encontrou diferença em bem-estar, ansiedade, depressão, sono nem desempenho escolar. A proibição tirou cerca de 40 minutos de celular do horário de aula, mas o uso total continuou entre quatro e seis horas por dia nos dois grupos16. E a pesquisa brasileira mede a percepção de diretores, e não resultados dos alunos.
O que os diretores relatam
Parcela dos diretores de escolas brasileiras que percebe cada efeito da restrição ao celular
Fonte: Inep, com MEC, Unesco e Instituto Alana, pesquisa em 8.189 escolas públicas e particulares, divulgada em 30 de junho de 2026.
O que os dados permitem dizerA restrição melhora o ambiente da sala e do recreio, segundo quem está lá todos os dias. Não há evidência de que, sozinha, melhore a saúde mental. A autora do estudo inglês, Victoria Goodyear, da Universidade de Birmingham, resume: é preciso olhar para o uso do celular dentro e fora da escola, ao longo do dia e da semana inteira16.
Afirmação 5
“Barrar as redes sociais por lei protege os mais novos.”
O que sustenta
A Austrália proibiu contas em redes sociais para menores de 16 anos em 10 de dezembro de 2025. Em três meses, a parcela deles com conta caiu de 52,4% para 42,1%, segundo o órgão regulador do país17. No Brasil, o ECA Digital, em vigor desde 17 de março de 2026, obriga as plataformas a verificar idade, oferecer supervisão parental e limitar publicidade dirigida a menores, com multa de até R$ 50 milhões por infração18.
O que contesta
O mesmo regulador australiano constatou que o uso das redes, com ou sem conta, quase não mudou: foi de 85,9% para 81,5%, e a maioria dos que tinham conta a manteve ou abriu outra17. Para Candice Odgers, não há evidência de que tirar as redes melhore a saúde mental, e a proibição empurra os jovens para cantos menos regulados da internet enquanto alivia a responsabilidade das empresas8.
Três meses de proibição na Austrália
Menores de 16 anos, antes e depois da lei
Dezembro de 2025Março de 2026
Fonte: eSafety Commissioner, órgão regulador de segurança online da Austrália (2026).
O que os dados permitem dizerA lei consegue fechar contas, mas ainda não mostrou que consegue mudar o comportamento, e é cedo para medir qualquer efeito sobre a saúde. O caminho brasileiro é diferente do australiano: em vez de proibir o jovem, cobra da plataforma. Os dois modelos vão produzir, nos próximos anos, a evidência que hoje falta ao debate.
Afirmação 6
“É questão de força de vontade: basta largar o aparelho.”
O que sustenta
Reduzir funciona, e isso foi testado. Em um experimento com 467 pessoas, pesquisadores bloquearam por duas semanas o acesso à internet móvel no celular dos participantes. Atenção, saúde mental e bem-estar melhoraram, e 91% tiveram ganho em ao menos um dos três. O tempo liberado foi para conversa ao vivo, exercício e natureza19.
O que contesta
O aparelho não é neutro. Um levantamento que monitorou o celular de adolescentes americanos registrou mediana de 237 notificações por dia, um quarto delas no horário de aula, e mais da metade dos jovens usou o telefone de madrugada em noites de escola20. Quase metade dos adolescentes (45%) acha que passa tempo demais nas redes, e 44% já tentaram reduzir4.
Eles sabem, e tentam
Adolescentes de 13 a 17 anos nos EUA
Fonte: Pew Research Center (2025).
O que os dados permitem dizerDiminuir o uso faz bem e está ao alcance de cada um, mas tratar o assunto só como falta de disciplina ignora que os aplicativos são desenhados para chamar de volta. O experimento do bloqueio foi feito com adultos e ainda precisa ser repetido com adolescentes. A combinação que os dados apoiam é esforço individual com ambiente ajustado: notificações desligadas, aparelho fora do quarto, regra combinada em casa.
Afirmação 7
“O problema é o tempo de tela.”
O que sustenta
Mais horas aparecem ligadas a piores resultados em quase todo estudo. No levantamento inglês, mais tempo de celular e de redes veio junto com pior saúde mental, menos atividade física, sono pior e notas mais baixas16. O alerta das autoridades de saúde dos EUA cita risco maior de sintomas de depressão e ansiedade para quem passa de três horas diárias nas redes11.
O que contesta
Hora de tela é uma medida grosseira: junta videochamada com a avó, aula, jogo e rolagem sem fim. Na análise de Orben e Przybylski, sofrer bullying teve associação negativa com o bem-estar 4,3 vezes maior que a do uso de telas, e fumar maconha, 2,7 vezes maior9. E há a pergunta sobre a direção: jovens que já estão mal podem buscar mais a tela8.
O peso relativo das telas
Tamanho da associação negativa com o bem-estar de adolescentes, tomando o uso de telas como referência
Fonte: Orben e Przybylski, Nature Human Behaviour (2019), com dados de 355.358 adolescentes dos EUA e do Reino Unido.
O que os dados permitem dizerO relógio importa menos do que três perguntas: o que a tela está substituindo, a que horas e com que conteúdo. O efeito mais consistente é sobre o sono, e o risco cresce quando o celular toma o lugar de dormir, de se mexer e de estar com gente. Contar horas é um começo, mas não é a resposta.
O que sobra de pé
Depois de confrontar as sete afirmações, o que resiste é menos dramático do que as manchetes e mais útil do que elas:
- A piora da saúde mental dos jovens existe, e a causa não está fechada. O celular é um suspeito plausível, não um culpado condenado.
- O efeito médio é pequeno, e a média engana. Há jovens para quem a rede é apoio e jovens para quem é risco. Idade, sexo e o que já vai mal na vida fazem diferença.
- Sala de aula e hora de dormir são os consensos. Nos dois casos, quase ninguém defende o aparelho à mão.
- Proibir sozinho não resolve. A regra da escola melhora a escola. O resto do dia continua com a família, e a responsabilidade pelo desenho dos aplicativos, com as empresas.
- O que a tela substitui pesa mais do que a tela. Sono, movimento e convivência são o que precisa ser protegido.
O que está ao alcance das famílias
O guia Crianças, Adolescentes e Telas, do governo federal, feito com apoio da Unesco, traz as recomendações oficiais brasileiras21. Somadas ao que o debate científico tem de consenso, elas apontam para medidas simples:
- Adie o primeiro smartphone. O guia recomenda que crianças não tenham aparelho próprio antes dos 12 anos. Haidt defende esperar até os 14, com redes sociais só aos 16.
- Acompanhe dos 12 aos 17. A recomendação oficial é de uso com supervisão de familiares ou educadores, e não de liberdade total nem de vigilância escondida.
- Tire o celular do quarto à noite. É a medida com melhor apoio nos dados. Um despertador comum resolve a desculpa do alarme.
- Combine as regras, em vez de impô-las. Horários, lugares sem tela e o que fazer quando a regra for quebrada. Regra combinada dura mais do que regra decretada.
- Desligue as notificações que não são de gente. Avisos de aplicativos são o principal gatilho para pegar o aparelho sem ter decidido pegá-lo.
- Pergunte mais do que controle. Saber o que o jovem vê, com quem fala e como se sente depois vale mais do que um relatório de tempo de uso.
- Olhe para o próprio uso. Pai e mãe com o celular na mesa do jantar ensinam mais do que qualquer conversa.
- Procure ajuda quando houver sinais. Isolamento, queda brusca no rendimento, irritação ao ficar sem o aparelho e sono muito alterado pedem avaliação de um profissional de saúde.
Onde os aplicativos Zuben podem ajudar
Seria contraditório, depois desta reportagem, dizer que mais um aplicativo resolve o excesso de aplicativos. Os utilitários da Zuben não têm rolagem infinita nem linha do tempo: abrem, fazem uma coisa e fecham. Eles servem para apoiar alguns dos combinados acima.
- LimitesZubenRemindUm alarme diário para a hora de guardar o celular e outro para a hora de dormir. O aviso toca em tela cheia, e o combinado da família deixa de depender de alguém lembrar.
- Tempo fora da telaZubenCalendarO mês à vista, com feriados e fins de semana, para marcar o que não acontece no celular: o treino, o passeio, o encontro com os amigos.
- PrivacidadeSem conta e sem cadastroOs dois funcionam sem internet, e os lembretes ficam no próprio aparelho. Nenhum deles pede perfil nem cadastro.
Nenhum aplicativo substitui a conversa em casa. E, diante de sinais de sofrimento, a ferramenta certa é um profissional de saúde.
De volta ao banco da praça
A fotografia do início continua permitindo as duas leituras. Os dados também. O celular é, ao mesmo tempo, o lugar onde os adolescentes se encontram e o lugar onde alguns deles se perdem, e nenhuma lei, estudo ou aplicativo dispensa o trabalho de descobrir, jovem por jovem, qual dos dois está acontecendo.
A boa notícia é que a pergunta está sendo feita, por cientistas que discordam entre si com números na mão, por governos que testam regras diferentes e pelos próprios adolescentes, quase metade dos quais já tentou, por conta própria, usar menos. Quem quer ajudar pode começar pela garota da ponta do banco: não tirando o celular da mão dela, mas perguntando para onde ela está olhando.
Bibliografia
Fontes consultadas pela redação. Páginas acessadas em 2 de outubro de 2026.
- CETIC.BR; NIC.BR. TIC Kids Online Brasil 2025: principais resultados. Out. 2025. Disponível em: cetic.br.
- TELETIME. Crianças e adolescentes já usam IA, e mediação parental é desafio (dados da TIC Kids Online Brasil 2025). 22 out. 2025. Disponível em: teletime.com.br.
- OCDE. PISA 2022 Results (Volume II): Learning During, and From, Disruption. Paris: OECD Publishing, 2023. Dados do Brasil em: Uso excessivo de dispositivo digital afeta desempenho de alunos. Jornal do Brasil, dez. 2023. Disponível em: jb.com.br.
- PEW RESEARCH CENTER. Teens, Social Media and Mental Health. 22 abr. 2025. Disponível em: pewresearch.org.
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Youth Risk Behavior Survey: Data Summary & Trends Report, 2013–2023. 2024. Resumo em: NBC News, 6 ago. 2024. Disponível em: nbcnews.com.
- HAIDT, J. A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais. São Paulo: Companhia das Letras, 2024. As quatro normas propostas pelo autor estão em: anxiousgeneration.com.
- ODGERS, C. L. The great rewiring: is social media really behind an epidemic of teenage mental illness? Nature, 29 mar. 2024. Disponível em: nature.com.
- PLATFORMER. Why social media bans are gaining steam (entrevista com Candice Odgers). 2 jul. 2026. Disponível em: platformer.news.
- ORBEN, A.; PRZYBYLSKI, A. K. The association between adolescent well-being and digital technology use. Nature Human Behaviour, v. 3, p. 173–182, 2019. Resumo em: oii.ox.ac.uk.
- NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING, AND MEDICINE. Social Media and Adolescent Health. Washington: The National Academies Press, 2024. Disponível em: nationalacademies.org.
- U.S. SURGEON GENERAL. Social Media and Youth Mental Health: The U.S. Surgeon General’s Advisory. 23 maio 2023. Disponível em: hhs.gov.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION, Regional Office for Europe. Teens, screens and mental health (estudo HBSC). 25 set. 2024. Disponível em: who.int.
- ORBEN, A.; PRZYBYLSKI, A. K.; BLAKEMORE, S.-J.; KIEVIT, R. A. Windows of developmental sensitivity to social media. Nature Communications, v. 13, 2022. Resumo em: cam.ac.uk.
- DIÁRIO DO GRANDE ABC. Celular proibido: o que diretores de escolas públicas e privadas relatam um ano depois? (pesquisa do Inep com MEC, Unesco e Instituto Alana). 30 jun. 2026. Disponível em: dgabc.com.br.
- BRASIL. Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025. Dispõe sobre a utilização de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nos estabelecimentos de ensino da educação básica.
- GOODYEAR, V. A. et al. School phone policies and their association with mental wellbeing, phone use, and social media use (SMART Schools). The Lancet Regional Health – Europe, 2025. Resumo em: birmingham.ac.uk.
- THE PENINSULA. Social media use among Australian under-16s falling since ban implemented (dados do eSafety Commissioner). 2026. Disponível em: thepeninsulaqatar.com. Ver também: THE JAKARTA POST, Australia defends teen social media ban after study shows most still online, 1º ago. 2026.
- BRASIL. Lei nº 15.211, de 2025 (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente). Resumo em: A GAZETA, ECA Digital em vigor: veja novas regras para crianças e adolescentes na internet, mar. 2026. Disponível em: agazeta.com.br.
- CASTELO, N. et al. Blocking mobile internet on smartphones improves sustained attention, mental health, and subjective well-being. PNAS Nexus, v. 4, n. 2, 2025.
- COMMON SENSE MEDIA. Constant Companion: A Week in the Life of a Young Person’s Smartphone Use. 2023. Disponível em: commonsensemedia.org.
- BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais. Brasília, 11 mar. 2025. Resumo em: brasil61.com.
- Imagem: Fouquier, “The I Generation”, Antuérpia, 9 maio 2018, licença CC0, via Wikimedia Commons.