Dinheiro · Crédito
Consórcio, financiamento ou juntar dinheiro: qual o jeito mais barato de comprar um bem caro?
Um carro de R$ 70 mil pode custar R$ 120 mil financiado, R$ 82 mil no consórcio ou os mesmos R$ 70 mil para quem junta antes. A conta parece resolvida, mas cada caminho esconde um custo que não aparece na parcela: os juros, a espera ou a disciplina. Seis afirmações sobre as três formas de comprar, cada uma confrontada com o que a sustenta e com o que a contesta.
Redação Zuben · 9 de outubro de 2026 · Leitura de 14 minutos
O Brasil tem 13,41 milhões de participantes ativos em consórcios, o maior número da história, e vendeu R$ 331,6 bilhões em cartas de crédito só entre janeiro e julho de 20262. No mesmo período, quem preferiu financiar um carro pagou, em média, 26,4% de juros ao ano3. E quem decidiu juntar o dinheiro antes encontrou a renda fixa pagando uma das maiores taxas do mundo, com a Selic em 13,75%4.
São três respostas para a mesma pergunta: como comprar algo que não cabe no salário de um mês. O financiamento entrega o bem na hora e cobra juros. O consórcio não cobra juros, mas não diz quando entrega. Juntar não custa nada, e exige esperar sem ninguém cobrando.
Como nas outras reportagens desta série, o texto não parte de uma conclusão. Pega as frases mais repetidas por vendedores de consórcio, gerentes de banco e educadores financeiros e faz com cada uma a mesma coisa: mostra o que a sustenta, o que a contesta e o que sobra de pé. No fim, um roteiro do que conferir antes de assinar.
Fontes: Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC); Banco Central, Estatísticas Monetárias e de Crédito de agosto de 2026 e Panorama do Sistema de Consórcios 2024.
Três caminhos para o mesmo bem
- O bem agora, o custo depoisFinanciamentoO banco paga o vendedor e você devolve em parcelas com juros. O carro ou o imóvel fica como garantia até a última prestação.
- Sem juros, sem dataConsórcioUm grupo paga parcelas para um fundo comum. Todo mês, alguns são contemplados, por sorteio ou por lance, e recebem a carta de crédito. Paga-se taxa de administração1.
- O custo é o tempoJuntar e pagar à vistaVocê aplica um valor todo mês e compra quando o saldo alcança o preço. Não há taxa nem juro a pagar; o dinheiro rende enquanto espera.
Para comparar os três, esta reportagem usa um mesmo exemplo: um carro de R$ 70 mil, valor próximo ao crédito médio dos grupos de consórcio de automóveis formados em 2024, de R$ 70,5 mil1. As taxas são as médias oficiais mais recentes; as contas são da redação e estão explicadas em cada gráfico.
| Um carro de R$ 70 mil | Financiamento | Consórcio | Juntar antes |
|---|---|---|---|
| Quando recebe o bem | Na hora | Entre o 1º e o 90º mês | Em cerca de 3 anos |
| Parcela ou depósito | R$ 2.000 por 60 meses | R$ 910 por 90 meses, com reajuste anual | R$ 2.000 por 35 meses |
| Total desembolsado | R$ 120 mil | R$ 82 mil, antes dos reajustes | R$ 70 mil |
| Custo que não aparece | R$ 50 mil de juros | A espera e o reajuste da carta | Ficar sem o bem enquanto junta |
Cálculos da redação. Financiamento: sem entrada, 26,4% ao ano, parcelas iguais, sem IOF e tarifas. Consórcio: taxa de administração de 15% e fundo de reserva de 2% (hipótese), em 90 meses. Juntar: rendimento líquido de 11% ao ano e preço do carro subindo 4,5% ao ano.
Seis afirmações postas à prova
Afirmação 1
“Consórcio não tem juros, então é o mais barato.”
O que sustenta
A diferença de custo é grande. Nos grupos de automóveis formados em 2024, a taxa de administração média foi de 15% do valor do bem, diluída em um prazo médio de 90 meses, segundo o Banco Central1. No financiamento, os 26,4% ao ano incidem sobre o saldo devedor todos os meses3.
No exemplo do carro de R$ 70 mil, o financiamento em 60 meses soma R$ 120 mil. O consórcio, com 15% de taxa e 2% de fundo de reserva, soma R$ 82 mil. Para quem é contemplado nos primeiros meses, a operação equivale, nas contas da redação, a um crédito de cerca de 4% ao ano, mais a correção da carta. “No consórcio isso não existe”, diz Francis Silva, diretor financeiro da Mycon, sobre o custo de captação que os bancos repassam aos juros9.
O que contesta
“Sem juros” não quer dizer sem aumento. A carta de crédito é corrigida todo ano pelo índice do contrato, e as parcelas sobem junto15. Com 4,5% de reajuste anual, os R$ 82 mil do exemplo passam de R$ 95 mil ao fim de 90 meses. O valor da carta também sobe, mas o desembolso é esse.
A taxa varia muito conforme o bem e o prazo. Nos grupos de imóveis, com prazo médio de 217 meses, a média é de 20,8%; nos de motocicletas, de 21,3%1. Há ainda fundo de reserva e seguro. E o preço de R$ 82 mil compra uma coisa diferente dos R$ 120 mil: no financiamento, o carro está na garagem desde o primeiro dia.
O mesmo carro, quatro contas
Total desembolsado para comprar um carro de R$ 70 mil
Cálculo da redação. Financiamento a 26,4% ao ano (média do Banco Central para veículos em agosto de 2026), parcelas iguais, sem IOF e tarifas. Consórcio com taxa de administração de 15% (média do BC para automóveis) e fundo de reserva de 2% (hipótese). Quem junta deposita R$ 70 mil em 35 meses e compra um carro que, corrigido em 4,5% ao ano, custa R$ 79,6 mil: a diferença vem do rendimento.
O que os dados permitem dizerEm reais desembolsados, o consórcio é mais barato que o financiamento, e a diferença é grande. Mas a frase compara produtos diferentes: um entrega o bem hoje, o outro em data incerta. O consórcio é barato para quem é contemplado cedo e pode ser caro para quem espera pagando aluguel ou transporte. E o caminho mais barato dos três não é nenhum dos dois.
Afirmação 2
“No consórcio, é só ter sorte que o bem sai logo.”
O que sustenta
O sorteio existe e é mensal. Entre janeiro e julho de 2026, 1,03 milhão de consorciados foram contemplados, com R$ 74,4 bilhões em créditos liberados2. Em um grupo de 90 meses, quem entra tem a mesma chance de ser sorteado no primeiro mês ou no último.
Há também o lance: quem tem uma reserva, o FGTS no caso de imóveis ou um carro para dar de entrada pode antecipar a contemplação oferecendo parcelas adiantadas.
O que contesta
A sorte responde por uma parte pequena das entregas. De todos os créditos contemplados em 2024, 78,3% saíram por lance, o maior percentual já registrado pelo Banco Central; nos grupos de automóveis, 80,2%1. Sobra cerca de uma contemplação em cada cinco para o sorteio.
Na prática, o consórcio entrega primeiro a quem já tem dinheiro. Quem depende só do sorteio precisa contar com a espera, e a espera custa. Em uma simulação da plataforma Patrimo para um imóvel de R$ 400 mil, o consórcio sai por R$ 482 mil, contra R$ 657 mil a R$ 702 mil no financiamento. Com contemplação só no décimo ano e aluguel de R$ 1.800 até lá, o total do consórcio sobe para R$ 698 mil11.
Quatro em cada cinco contemplações saem por lance
Parcela dos créditos contemplados por lance em 2024, em %; o restante saiu por sorteio
Fonte: Banco Central, Panorama do Sistema de Consórcios 2024. A escala das barras vai de 0 a 100%.
O que os dados permitem dizerA sorte existe, mas quem decide a fila é o lance. O consórcio funciona melhor como um plano em que se paga a parcela e se junta, por fora, o dinheiro do lance. Para quem não pode dar lance nem pode esperar, a comparação honesta inclui o custo de ficar sem o bem: o aluguel, a condução, o carro antigo que continua na oficina.
Afirmação 3
“Se apertar, eu saio do consórcio e pego meu dinheiro de volta.”
O que sustenta
O direito existe. Quem desiste ou é excluído por falta de pagamento recebe de volta o que pagou ao fundo comum, com os rendimentos da aplicação, como prevê a lei dos consórcios13. A cota excluída continua participando de sorteios para efeito de devolução.
Há ainda a saída pela venda: o consorciado pode transferir a cota a outra pessoa, com a concordância da administradora, e recuperar o que pagou sem esperar.
O que contesta
O dinheiro volta, mas não na hora. Sem sorteio da cota excluída, a devolução ocorre só depois do encerramento do grupo, o que pode levar anos. O Superior Tribunal de Justiça firmou esse entendimento com um argumento simples: quem sai por vontade própria “não pode ter mais direitos do que o último contemplado com o bem”12.
E volta menos do que saiu. A taxa de administração já paga não é devolvida, e muitas administradoras a concentram nas primeiras parcelas8. Quem desiste no começo recebe pouco. Não é um caso raro: em dezembro de 2024, 48,6% das cotas dos grupos em andamento eram de excluídos, e nos de imóveis, 56,9%. Para o Banco Central, o patamar indica que “quase metade daqueles que adquirem uma cota de consórcio não consegue adquirir o bem desejado”1.
Quase metade das cotas é de quem ficou pelo caminho
Cotas excluídas em relação ao total de cotas dos grupos ativos, em dezembro de 2024
Fonte: Banco Central, Panorama do Sistema de Consórcios 2024. O índice considera apenas grupos em andamento e inclui desistentes e excluídos por falta de pagamento.
Há um último custo para quem sai e esquece. Em dezembro de 2024, R$ 2,08 bilhões pertencentes a ex-consorciados de grupos encerrados esperavam ser procurados. Sobre esse dinheiro parado, as administradoras cobraram taxa de permanência média de 4,4% ao mês, o equivalente a R$ 948 milhões no ano1.
O que os dados permitem dizerSair é permitido e sai caro. O consórcio é um compromisso de sete a dezoito anos, e os números do próprio regulador mostram que metade das cotas não chega ao fim com o dono original. A parcela precisa caber no orçamento de hoje e no de um ano ruim. Quem já saiu de um grupo deve consultar o Sistema de Valores a Receber, do Banco Central.
Afirmação 4
“Financiar é jogar dinheiro fora.”
O que sustenta
No carro, a conta assusta. A 26,4% ao ano, os R$ 70 mil financiados em 60 meses geram R$ 50 mil de juros: paga-se um carro e mais de dois terços de outro3. E o bem perde valor enquanto a dívida corre, como mostrou a reportagem sobre carros usados.
O financiamento também pesa em um orçamento que já está no limite: o pagamento de dívidas consome 28,7% da renda das famílias, segundo a reportagem sobre o crédito no Pix.
O que contesta
O juro compra tempo, e tempo tem preço. Quem financia um imóvel deixa de pagar aluguel; quem financia o carro de trabalho começa a faturar com ele. E as taxas não são iguais: no crédito imobiliário fora do Minha Casa, Minha Vida, a mais barata gira em torno de 11,7% ao ano, perto do teto de 12% e abaixo da Selic5. O crédito pessoal sem garantia custa 110,2%3.
O custo também depende de escolhas do comprador. Com 30% de entrada e 48 meses, o mesmo carro sai por R$ 97 mil, R$ 23 mil a menos. “Pode ser que as famílias tenham de fazer mais esforço, guardar mais dinheiro para entrada”, diz Filipe Pontual, diretor executivo da Abecip, a associação do crédito imobiliário5.
Cada ano a mais de prazo custa cerca de R$ 10 mil
Juros pagos em um financiamento de R$ 70 mil a 26,4% ao ano, conforme o prazo
Cálculo da redação, com parcelas iguais (tabela Price), sem IOF, tarifas e seguros. Taxa: Banco Central, média de agosto de 2026 para aquisição de veículos por pessoas físicas.
O que os dados permitem dizerFinanciar é pagar para ter antes, e o preço varia de razoável a muito alto. Faz mais sentido quando o bem substitui uma despesa, como o aluguel, ou gera renda, e quando a taxa é baixa, como no crédito imobiliário. Faz menos sentido no carro de passeio, com prazo longo e sem entrada. Os dois botões que o comprador controla são a entrada e o prazo: é neles que está a maior parte dos R$ 50 mil.
Afirmação 5
“O certo é juntar e pagar à vista.”
O que sustenta
A matemática é toda a favor. Com a Selic em 13,75%, um título atrelado a ela rende pouco mais de 11% ao ano depois do imposto de renda4. Quem aplicar todo mês os mesmos R$ 2.000 da parcela do financiamento chega ao carro em 35 meses, mesmo com o preço subindo 4,5% ao ano. Desembolsa R$ 70 mil, em vez de R$ 120 mil, e termina dois anos antes de quitar o financiamento.
Quem paga à vista ainda negocia desconto e fica livre de taxa, seguro obrigatório, alienação e reajuste.
O que contesta
A conta funciona para quem consegue fazê-la. Só 33% dos brasileiros pouparam algum dinheiro em 2025, segundo a pesquisa Raio X do Investidor, da Anbima com o Datafolha, e o produto mais usado segue sendo a caderneta de poupança, presente em 22% das carteiras7. A caderneta rendeu 8,31% em 12 meses, bem menos que os títulos atrelados à Selic6.
O ritmo também decide. Com os R$ 910 da parcela do consórcio, em vez dos R$ 2.000, a espera sobe para 73 meses, e o carro que custava R$ 70 mil já vale R$ 91 mil. E a taxa de hoje não está garantida: a Selic chegou a 15% neste ano e está no quinto corte seguido415. Para quem paga aluguel, três ou seis anos de espera custam mais que os juros que se quer evitar.
Quanto tempo leva para juntar o carro
Meses até o saldo alcançar o preço de um carro de R$ 70 mil, que sobe 4,5% ao ano
Cálculo da redação, com depósitos mensais iguais. Rendimento de 11% ao ano: hipótese para um título atrelado à Selic de 13,75%, depois do imposto de renda. Poupança: 8,31% em 12 meses, segundo o Rankia. Rendimentos passados não garantem os futuros.
O que os dados permitem dizerJuntar é o caminho mais barato, sem disputa, e também o que menos gente consegue seguir. O valor do depósito pesa mais que a aplicação escolhida: em prazos curtos, a diferença entre a poupança e a renda fixa é de um mês; a diferença entre R$ 910 e R$ 2.000 é de três anos. Para quem pode esperar e tem disciplina, não há comparação. Para quem precisa do bem agora, a pergunta deixa de ser qual é o mais barato.
Afirmação 6
“Consórcio é uma poupança forçada, um investimento.”
O que sustenta
O boleto disciplina. Para a maioria que não consegue poupar sozinha, a parcela mensal com data, multa e sorteio funciona onde a boa intenção falha. O consórcio “permite ao consumidor planejar a compra de bens sem pagar juros” e é indicado “para quem tem flexibilidade de tempo, mas quer garantir o poder de compra no futuro”, afirma Fernando Chertman, professor de finanças10.
O setor atribui o recorde de adesões a isso. Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, fala em “crescente consciência sobre educação financeira”2. Para Luís Toscano, vice-presidente da Embracon, o modelo permite comprar “de forma mais planejada e com parcelas menores”9.
O que contesta
Poupança rende para quem poupa; no consórcio, paga-se para guardar. Enquanto não é contemplado, o consorciado entrega 15% a 21% de taxa sobre o valor do bem1, e a carta é só corrigida. Os mesmos R$ 910 por mês, aplicados por conta própria, compram o carro em 73 meses, 17 antes do fim do grupo. Uma aplicação programada no dia do salário faz o papel do boleto, sem a taxa.
A disciplina também falha: metade das cotas é de excluídos1. E há o risco de quem administra. Em agosto de 2026, o Banco Central liquidou a administradora de consórcios Simpala, que meses antes aparecia entre as mais reclamadas do país14.
O que os dados permitem dizerO consórcio é uma forma de compra, e não um investimento: não paga rendimento a quem espera. Como disciplina, tem um preço conhecido, a taxa de administração, e vale esse preço para quem sabe que, sem o boleto, não juntaria nada. Quem consegue aplicar sozinho todo mês chega antes e paga menos. A promessa de contemplação garantida ou de lucro com a carta é sinal para desconfiar.
Qual caminho para quem
- Tem pressa e o bem se pagaFinanciamentoPara quem troca aluguel por prestação ou vai trabalhar com o bem. Com a maior entrada e o menor prazo que couberem, e a menor taxa entre pelo menos três propostas.
- Não tem pressa nem disciplinaConsórcioPara quem pode esperar anos, não junta sozinho e tem folga para manter a parcela até o fim. Melhor ainda com uma reserva para o lance.
- Não tem pressa e tem disciplinaJuntarPara quem consegue aplicar todo mês sem mexer no saldo. É o mais barato e serve também para formar a entrada ou o lance dos outros dois.
Sinais de bom negócio
- A parcela cabe com folga, mesmo depois dos reajustes anuais.
- Você comparou o total pago, e não só a parcela, em mais de uma opção.
- A administradora ou o banco consta como autorizado no site do Banco Central.
- O contrato mostra taxa de administração, fundo de reserva, seguro e índice de reajuste.
- Há um plano para o lance ou para a entrada.
Sinais de cilada
- O vendedor garante contemplação em poucos meses.
- O consórcio é oferecido como investimento ou renda.
- A carta “já contemplada” exige um sinal antes de qualquer documento.
- A parcela só cabe se nada der errado nos próximos anos.
- O financiamento foi escolhido pelo valor da prestação, com o maior prazo possível.
O que conferir antes de assinar
- Descubra o preço real do bem. No carro, consulte a tabela Fipe e anúncios; no imóvel, vendas recentes na mesma rua. É sobre esse valor que as três contas são feitas.
- Peça o custo efetivo total do financiamento. O CET soma juros, IOF, tarifas e seguros. Compare o CET de três instituições, e não a taxa do anúncio.
- Some tudo no consórcio. Taxa de administração, fundo de reserva e seguro, em % do bem. Pergunte como a taxa é distribuída: antecipada nas primeiras parcelas ou igual até o fim.
- Pergunte pelo índice de reajuste. INCC, IPCA ou tabela do fabricante: a parcela de hoje não é a de daqui a cinco anos.
- Veja o histórico de lances do grupo. A administradora informa o lance médio vencedor. Ele mostra quanto dinheiro é preciso para não depender do sorteio.
- Consulte a administradora no Banco Central. Confira a autorização e o ranking de reclamações. O BC fiscaliza os consórcios, e as cotas não têm a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
- Faça a conta de juntar. Quantos meses o valor da parcela, aplicado, levaria para comprar o bem? Se a resposta for aceitável, é o caminho mais barato.
- Inclua o custo da espera. Aluguel, transporte ou conserto do bem antigo durante os meses sem o novo entram na comparação.
Onde os aplicativos Zuben podem ajudar
Comparar os três caminhos é saber quanto o bem vale, fazer contas e não perder datas. Três utilitários simples cuidam dessa parte.
- PreçoZubenFipePara consultar o valor de tabela do carro antes de simular a carta de crédito, o financiamento ou a meta de poupança.
- ContaZubenCalcPara multiplicar a parcela pelo prazo, somar taxas e ver quanto se paga além do preço do bem.
- DatasZubenRemindUm lembrete para o vencimento da parcela, a assembleia do grupo ou o depósito mensal na aplicação.
Os aplicativos funcionam sem cadastro; o ZubenFipe usa a internet apenas para consultar a tabela.
A pergunta que ficou
Qual é o jeito mais barato? Juntar, com folga. Depois o consórcio, e por último o financiamento. A ordem não muda em nenhuma das contas desta reportagem. O que muda é o que cada preço compra: o financiamento vende tempo, o consórcio vende disciplina, e juntar não vende nada, por isso custa menos.
A pergunta que decide é outra: quanto vale, para você, ter o bem agora? Para quem paga aluguel ou depende do carro para trabalhar, o tempo pode valer os juros. Para quem não junta sozinho, o boleto pode valer a taxa. Os dados mostram o preço de cada coisa: R$ 50 mil de juros em um carro de R$ 70 mil, quatro em cada cinco contemplações decididas por lance, metade das cotas abandonada no caminho. Com os três números na mesa, a escolha deixa de ser entre produtos e passa a ser entre custos. Qual deles você prefere pagar?
Bibliografia
Fontes consultadas pela redação. Páginas acessadas em 9 de outubro de 2026.
- BANCO CENTRAL DO BRASIL. Panorama do Sistema de Consórcios 2024. Disponível em: bcb.gov.br.
- LEGISMAP. Sistema de consórcios em julho de 2026: dados econômicos (números da ABAC, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). 31 ago. 2026. Disponível em: legismap.com.br.
- DIÁRIO DO GRANDE ABC. Concessões no crédito livre caem 0,4% em agosto ante julho, revela BC. 29 set. 2026. Disponível em: dgabc.com.br.
- ECONOMIC NEWS BRASIL. Nova taxa Selic chega em setembro ao patamar projetado para dezembro. 16 set. 2026. Disponível em: economicnewsbrasil.com.br.
- PORTAS. Selic alta deve manter juros do financiamento imobiliário perto do teto de 12% em 2027, diz Abecip. 20 maio 2026. Disponível em: portas.com.br.
- RANKIA. Poupança em outubro de 2026: quanto rendem R$ 10 mil. 1º out. 2026. Disponível em: rankia.com.br.
- MONEY TIMES. Estes são os investimentos que o brasileiro gosta, segundo o Raio-X da Anbima. 16 abr. 2026. Disponível em: moneytimes.com.br.
- INFOMONEY. Consórcio com a menor taxa de administração sempre é a melhor escolha? 14 ago. 2025. Disponível em: infomoney.com.br.
- B3 BORA INVESTIR. Alta da Selic: é hora de entrar em um consórcio de imóveis ou fazer um financiamento? 1º out. 2024. Disponível em: borainvestir.b3.com.br.
- VIVA. Consórcio cresce diante de juros altos e com viés de planejamento financeiro. 28 jul. 2025. Disponível em: viva.com.br.
- PATRIMO. Consórcio vs. financiamento imobiliário: a matemática. Atualizado em 6 ago. 2026. Disponível em: patrimo.app.
- CONSULTOR JURÍDICO. Conheça a jurisprudência do STJ nas ações que questionam consórcios. 9 ago. 2010. Disponível em: conjur.com.br.
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- ECONOMIC NEWS BRASIL. BC liquida duas empresas da Simpala; uma era 6ª em ranking de reclamações. 14 ago. 2026. Disponível em: economicnewsbrasil.com.br.
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- Imagem: Piggy-bank-968302, de stevepb, domínio público (CC0), via Wikimedia Commons.