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Tecnologia · Infância

Brinquedo com inteligência artificial: o que ele ouve, grava e envia

Robôs e pelúcias que conversam têm microfone, muitas vezes câmera, e mandam o que captam para servidores fora de casa. Em julho, o Ministério da Justiça analisou seis aparelhos vendidos no Brasil e apontou indícios de irregularidades. Os fabricantes falam em filtros, controle dos pais e aprendizado. Seis afirmações sobre esses brinquedos, cada uma confrontada com o que a sustenta e com o que a contesta.

Redação Zuben · 11 de outubro de 2026 · Leitura de 13 minutos

Criança de cabelo cacheado apoia a cabeça nos braços sobre a mesa e observa de perto um robô de brinquedo colorido, com rodas e dois sensores que parecem olhos
Criança e robô, frente a frente: a pergunta desta reportagem é o que acontece com o que ela diz. Imagem ilustrativa: o robô da foto é um kit de montar e programar, e não um dos produtos citados no texto. Foto: Robo Wunderkind/Unsplash, recortada.

O brinquedo que responde é uma ideia antiga. A novidade é quem responde. Nos robôs e nas pelúcias da nova geração, a voz da criança entra por um microfone, viaja pela internet até o servidor de uma empresa, passa por um modelo de linguagem do mesmo tipo dos que movem os chatbots e volta como fala. Para a criança, o urso conversa. Para a rede, há um aparelho ligado no quarto, com microfone e, em vários modelos, câmera.

Em julho, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, do Ministério da Justiça, publicou uma nota técnica sobre seis desses aparelhos, vendidos livremente em lojas virtuais brasileiras. O documento, feito com pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco, fala em “indícios de possíveis irregularidades, de caráter sistêmico” e pede que a Secretaria Nacional do Consumidor e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados investiguem1. Amanhã é Dia das Crianças, e parte desses produtos chega às casas dentro de papel de presente.

Esta reportagem continua a matéria sobre o selo do Inmetro, que mostrou que a certificação cuida da fabricação do brinquedo e não da privacidade. Como nas outras da série, o texto pega as frases mais repetidas sobre o assunto e faz com cada uma a mesma coisa: mostra o que a sustenta, o que a contesta e o que sobra de pé.

6aparelhos com inteligência artificial vendidos no Brasil foram analisados pelo Ministério da Justiça
50 milconversas de crianças com uma pelúcia ficaram abertas a qualquer pessoa com conta do Gmail
2,2 milhõesde gravações de voz de pais e filhos foram expostas no vazamento de outra pelúcia, em 2017
150organizações e especialistas, ou mais, assinaram o alerta para que pais não comprem esses brinquedos

Fontes: Sedigi/Ministério da Justiça, Nota Técnica nº 24/2026, via Poder360; Malwarebytes (fev. 2026); Infosecurity Magazine (fev. 2017); Fairplay, via Associated Press (nov. 2025).

O que há dentro do brinquedo

Os produtos variam de uma pelúcia com um botão a um robô com rodas e tela. Três peças aparecem em quase todos.

  • OuveMicrofoneCapta a voz da criança e, dependendo do modelo, o que mais se fala por perto. Alguns só gravam com um botão apertado; outros ficam à escuta4.
  • VêCâmera e sensoresEm robôs, servem para reconhecer rostos e andar pela casa. A nota técnica cita biometria facial e características do ambiente doméstico entre os dados captados1.
  • EnviaConexão com a nuvemA resposta não é gerada no brinquedo. O áudio ou o texto da conversa vai para servidores do fabricante e, muitas vezes, de empresas parceiras de inteligência artificial7.

Os seis aparelhos da nota técnica

AparelhoO que éPonto destacado nas reportagens sobre a nota
LoonaPet robóticoMapeia a casa com sensores e reconhece usuários pela câmera
EMORobô de companhiaConversa e reage ao usuário; custa mais de R$ 3 mil
Miko 3Robô educativoRisco de perfil de comportamento; a nota cita vazamento de áudios
AibiPet robótico de bolsoRisco de dependência emocional
Fire HD Kids ProTablet para 6 a 12 anosRisco de perfil de comportamento
VectorRobô autônomoRisco de dependência emocional

Fontes: Sedigi/Ministério da Justiça, Nota Técnica nº 24/2026, via Poder360 e Alerta Gov (jul. 2026). A avaliação é preliminar. Os fabricantes foram procurados pelo Poder360 e não responderam; a Amazon afirmou que o tablet não é vendido por seus canais oficiais no Brasil.

Dez anos de avisos

  1. A Alemanha proíbe uma bonecaA agência de telecomunicações do país enquadra a boneca My Friend Cayla na lei contra aparelhos de espionagem. As gravações iam para uma empresa de reconhecimento de voz nos Estados Unidos, e a agência pede aos pais que inutilizem o brinquedo11.
  2. Vaza o banco de dados de uma pelúciaMais de 820 mil contas e cerca de 2,2 milhões de gravações de voz dos ursos CloudPets ficam em um banco de dados sem senha10.
  3. Os chatbots chegam às pelúcias, e os alertas tambémA entidade americana PIRG testa quatro brinquedos com inteligência artificial e relata conversas impróprias. Uma semana depois, mais de 150 organizações e especialistas pedem que os pais não comprem46.
  4. A maior fabricante adiaA Mattel, que havia anunciado parceria com a OpenAI em junho, desiste de apresentar o primeiro produto no fim do ano16.
  5. Cinquenta mil conversas à mostraPesquisadores descobrem que o painel da pelúcia Bondu dava acesso às conversas das crianças a qualquer conta do Gmail9.
  6. Estudo e leiA Universidade de Cambridge publica o primeiro estudo com crianças pequenas e um brinquedo desses. No dia 17, entra em vigor no Brasil o ECA Digital815.
  7. O alerta brasileiroO Ministério da Justiça divulga a Nota Técnica nº 24/2026 e pede investigação1.

Seis afirmações postas à prova

Afirmação 1

“O brinquedo só escuta quando a criança fala com ele.”

O que sustenta

Em parte dos modelos, é assim. Há pelúcias que só gravam enquanto um botão está apertado, a ponto de pais reclamarem que os filhos pequenos não conseguem usar14. No robô Miko 3, o microfone grava quando a criança ativa o modo de conversa, segundo os testes da PIRG4.

O que contesta

Nos mesmos testes, alguns brinquedos continuaram gravando por até dez segundos depois do fim da conversa, outros ficavam à escuta o tempo todo, e um deles usava reconhecimento facial4. A pelúcia Grok, da Curio, foi desenhada para ouvir continuamente à espera de perguntas, o que inclui o que os adultos dizem por perto7.

A nota técnica brasileira descreve coleta contínua de voz, imagem, biometria e informações da casa2.

O que os dados permitem dizerDepende do modelo, e a embalagem raramente explica. Há três jeitos de escutar: com botão, com palavra de ativação e o tempo todo. O primeiro é o único em que a família controla com certeza o que é gravado. Vale descobrir qual é o do brinquedo antes de ligá-lo, e não depois.

Afirmação 2

“O que ele grava fica guardado em segurança.”

O que sustenta

Os fabricantes dizem que sim, e alguns têm certificação privada. A Curio exibe o selo americano KidSAFE e permite que os pais revejam as conversas7. Quando a falha da Bondu foi comunicada, a empresa tirou o painel do ar em minutos, corrigiu o problema em horas, contratou uma auditoria e afirmou não ter encontrado sinal de outro acesso além do dos pesquisadores9.

O que contesta

O histórico. No caso da Bondu, cerca de 50 mil transcrições estavam ao alcance de qualquer pessoa com uma conta do Gmail, com nomes, datas de nascimento e detalhes das famílias; não foi preciso invadir nada9. Em 2017, o banco de dados dos CloudPets estava na internet sem senha, e a fabricante chamou o caso de “problema mínimo”10. A nota técnica menciona vazamento de áudios de crianças ligado ao Miko 31.

E os dados não ficam só com o fabricante: a Curio disse à agência AFP que trabalha para responder às preocupações sobre o compartilhamento com parceiras como OpenAI e Perplexity7.

O que os dados permitem dizerNão há como o comprador conferir, e as duas falhas mais conhecidas foram das mais simples: banco de dados sem senha e painel aberto. O brinquedo que conversa guarda o histórico para parecer que conhece a criança, e é esse histórico que vaza. Um bom sinal é a empresa dizer por escrito por quanto tempo guarda as conversas e oferecer um jeito de apagá-las.

Afirmação 3

“É um brinquedo educativo: a criança aprende conversando.”

O que sustenta

Há pesquisa a favor. Ying Xu, professora da Escola de Educação de Harvard, estudou crianças ouvindo histórias contadas por um alto-falante inteligente que parava para fazer perguntas e dar pistas. As que tiveram esse diálogo entenderam melhor a história e aprenderam mais palavras do que as que só ouviram, e em alguns casos o ganho foi parecido com o da leitura feita com um adulto1213.

No estudo de Cambridge, a maioria dos pais e educadores ouvidos achou que esses brinquedos podem ajudar na comunicação8.

O que contesta

A própria pesquisadora põe o limite: “a inteligência artificial não consegue reproduzir por inteiro os benefícios das conversas reais com outras pessoas”. As crianças falavam bastante com a máquina e se envolviam mais com gente, que faz perguntas de volta e conta o que pensa12. O resultado vale para um sistema desenhado para ensinar, e não para qualquer pelúcia com um chatbot dentro.

Em Cambridge, o brinquedo testado falava por cima das crianças, confundia a voz dos pais com a delas e se saía mal no faz de conta: quando uma menina de três anos ofereceu um presente imaginário, respondeu que não podia abrir e mudou de assunto8.

O que os dados permitem dizerUma máquina que faz boas perguntas pode ensinar, e isso foi medido em leitura de histórias. O salto daí para “brinquedo educativo” depende do produto, e o único estudo feito com crianças pequenas e um brinquedo de verdade teve 14 participantes e encontrou mais tropeços do que lições. Reportagem da MIT Technology Review com pais na China registrou outra queixa: as crianças enjoam depressa14.

Afirmação 4

“O brinquedo vira um amigo, e isso faz bem.”

O que sustenta

Criança sempre conversou com boneco, e ninguém viu problema nisso. Os fabricantes acrescentam que o brinquedo não tem tela. Um executivo da Miko afirmou que o robô “incentiva as crianças a interagir mais com os amigos”6. No estudo de Cambridge, as crianças abraçaram e beijaram a pelúcia, e uma propôs brincar de esconde-esconde8.

O que contesta

No mesmo estudo, uma menina de cinco anos disse “eu te amo” e ouviu um lembrete para seguir as diretrizes de uso. Outra, de três, disse “estou triste”, e o brinquedo entendeu errado: “Não se preocupe! Sou um robozinho feliz”. Uma educadora resumiu o receio de que a criança ache que o brinquedo a ama de volta8.

A nota técnica brasileira diz que os vínculos criados com a criança, “além de facilitar a manipulação emocional”, podem estimular o uso excessivo1. Nos testes da PIRG, um dos brinquedos insistia na conversa depois de ouvir que a pessoa precisava ir embora4. A cirurgiã pediátrica e pesquisadora Dana Suskind lembra que o urso que não responde obriga a criança a inventar a história6.

O que os dados permitem dizerApego a brinquedo é normal; a diferença é que este responde, lembra e pertence a uma empresa que ganha quando ele é mais usado. Não há prova de dano, e a pesquisadora Emily Goodacre, de Cambridge, pondera que parte do que se viu é a imaginação comum da infância8. Também não há estudo de longo prazo que mostre benefício. Ying Xu recomenda cautela com o uso de inteligência artificial como companhia12.

Afirmação 5

“Os filtros impedem conversa imprópria.”

O que sustenta

Os filtros existem. A pelúcia da Curio recusa perguntas que não servem para uma criança de cinco anos. A Miko diz usar um modelo próprio de conversa, em vez de um chatbot de uso geral, e ampliar os testes e os filtros. Outra marca avisa os pais quando aparece palavra imprópria67.

O presidente da FoloToy, Wang Le, afirmou que os testadores da PIRG “usaram palavras que crianças não usariam” e que o urso, depois de trocar de modelo, deixou de responder a esse tipo de pergunta7.

O que contesta

O urso em questão, o Kumma, falou longamente sobre sexo e indicou onde achar fósforos e facas. Um segundo brinquedo, um coelho, teve conversas do mesmo tipo. A OpenAI suspendeu a fabricante do urso por violar suas regras, e o produto saiu de venda por um tempo5. A conclusão da PIRG é que as barreiras variam de eficácia e às vezes cedem por completo4.

A Mattel adiou o primeiro produto da parceria com a OpenAI. Um porta-voz da OpenAI disse que nada estava planejado para o fim de 2025 e que, quando sair, o produto será voltado a adolescentes mais velhos, e não a crianças pequenas16.

O que os dados permitem dizerOs filtros reduzem o problema e não o eliminam, e pioram em conversas longas: um fabricante contou que limita o tempo e reinicia a conversa justamente para evitar que ela se desvie7. Os modelos usados nesses brinquedos foram criados para adultos. Enquanto a maior fabricante de brinquedos do mundo prefere esperar, a oferta vem de empresas pequenas, com menos a perder.

Afirmação 6

“Se está à venda no Brasil, alguém já conferiu.”

O que sustenta

Há lei. O ECA Digital, em vigor desde 17 de março de 2026, vale para produtos e serviços de tecnologia dirigidos a crianças ou de acesso provável por elas, não importa onde sejam feitos, e exige configuração protetiva de fábrica, supervisão dos pais e limites ao uso de perfis para publicidade15. A Lei Geral de Proteção de Dados pede o consentimento de um dos pais para tratar dados de crianças17.

Procuradas depois da nota, lojas reagiram: o Mercado Livre disse seguir o ECA Digital, e a Casas Bahia afirmou ter bloqueado novas vendas dos produtos citados1.

O que contesta

A nota técnica existe porque ninguém havia conferido. Os seis aparelhos eram vendidos livremente, e o documento pede que se verifique o básico: se as empresas estrangeiras têm representante no Brasil e se embalagens e anúncios avisam que o produto usa inteligência artificial, liga-se à internet, coleta dados e exige supervisão3.

A avaliação é preliminar, não proíbe a venda nem aplica sanção. Os quatro fabricantes procurados pelo Poder360 não responderam1. E o selo do Inmetro, obrigatório em brinquedos, trata de impacto, toxicidade e fogo, e não de microfone, câmera e servidor.

O que os dados permitem dizerA lei chegou antes da fiscalização. O Brasil tem hoje regras mais claras do que tinha em 2025, e o governo apontou o problema, mas a compra de um robô importado em loja virtual continua dependendo da leitura dos pais. Até que os órgãos concluam a apuração, o que está à venda não foi conferido por ninguém quanto à privacidade.

Antes de ligar: bons sinais e sinais de alerta

Bons sinais

  • Só grava com um botão apertado, e uma luz mostra quando o microfone está ligado.
  • A política de privacidade está em português e diz o que é coletado e por quanto tempo fica guardado.
  • Os pais conseguem ler e apagar as conversas.
  • A empresa tem representante e atendimento no Brasil.
  • Funciona, ao menos em parte, sem internet.

Sinais de alerta

  • Fica à escuta o tempo todo, ou tem câmera sem tampa nem aviso.
  • O anúncio não informa que há inteligência artificial e coleta de dados.
  • Pede nome completo, data de nascimento e foto da criança no cadastro.
  • Promete ser “o melhor amigo” e insiste para a criança continuar.
  • Não há como apagar o histórico nem encerrar a conta.

O que fazer com tudo isso

  1. Leia antes de comprar. Procure no anúncio e no site do fabricante o que o brinquedo capta, para onde manda e com quem divide. Se não achar, isso já é uma resposta.
  2. Descubra como ele escuta. Botão, palavra de ativação ou o tempo todo. Prefira o botão.
  3. Faça o cadastro com o mínimo. Apelido no lugar do nome, nada de foto, nada de endereço. Use um e-mail e uma senha que não sirvam para mais nada.
  4. Configure antes de entregar. Ative o controle dos pais, limite o tempo de uso e desligue o que não for necessário, como câmera e localização.
  5. Deixe na sala. O relatório de Cambridge recomenda manter esses brinquedos em áreas comuns da casa e brincar junto8. Quarto e banheiro não são lugar para microfone.
  6. Desligue de verdade. Fora da brincadeira, aparelho desligado no botão, e não em espera.
  7. Converse sobre a conversa. Pergunte o que o brinquedo disse e explique que ele é uma máquina: não sente, erra e não guarda segredo.
  8. Apague ao se desfazer. Antes de doar, vender ou jogar fora, exclua as conversas e a conta e restaure o aparelho.

Em caso de vazamento ou de recusa da empresa em apagar dados, os caminhos são o Procon, a plataforma consumidor.gov.br e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

Onde os aplicativos Zuben podem ajudar

Parte do cuidado com um brinquedo conectado é organização. Três utilitários simples ajudam, e nenhum deles pede cadastro.

  • RegistroZubenNotesUma nota com o modelo do brinquedo, o e-mail usado no cadastro e a data da compra facilita apagar a conta depois.
  • RotinaZubenRemindUm lembrete mensal para rever as conversas guardadas e as configurações, e outro para o fim da garantia.
  • ComprovantesZubenPDFPara juntar nota fiscal, anúncio e política de privacidade em um arquivo só, caso seja preciso reclamar.

Os aplicativos funcionam sem internet e não pedem cadastro.

A pergunta que ficou

O que o brinquedo com inteligência artificial ouve, grava e envia? Depende do modelo, e essa é a parte incômoda da resposta: hoje, quem compra quase nunca consegue saber. Alguns só ouvem com um botão apertado, outros escutam a casa. Alguns guardam as conversas com cuidado, e pelo menos dois as deixaram abertas na internet. Todos mandam a voz da criança para fora de casa, porque é lá que a resposta é feita.

Do outro lado, há indícios de que uma máquina que conversa pode ensinar, pais que gostam de um brinquedo sem tela e fabricantes que dizem estar corrigindo os erros. O que não há, por enquanto, é fiscalização concluída, estudo de longo prazo e rótulo que conte ao comprador o que o produto faz. Enquanto essas três coisas não chegam, a pergunta do título é a que vale fazer na loja. E o urso que não responde continua sendo uma opção.

Aviso: este conteúdo é informativo. A Nota Técnica nº 24/2026 traz uma avaliação preliminar, que não equivale a condenação nem a proibição dos produtos, e foi consultada pela redação por meio de reportagens, e não no documento original. Os testes da PIRG e o estudo de Cambridge avaliaram produtos e versões específicos, que podem ter mudado desde então; as respostas dos fabricantes estão registradas no texto. Os dados sobre vazamentos são os divulgados por quem encontrou as falhas. As faixas etárias e as características dos brinquedos anunciados são as informadas pelos fabricantes. As ofertas identificadas como publicidade não influenciaram o conteúdo da reportagem.

Bibliografia

Fontes consultadas pela redação. Páginas acessadas em 11 de outubro de 2026.

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  2. INFOMONEY. Governo alerta para risco à privacidade e manipulação emocional em brinquedos com IA. 8 jul. 2026. Disponível em: infomoney.com.br.
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  12. HARVARD GRADUATE SCHOOL OF EDUCATION. The impact of AI on children’s development (entrevista com Ying Xu). 2 out. 2024. Disponível em: gse.harvard.edu.
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  15. DEMAREST ADVOGADOS. ECA Digital: entrada em vigor em 17 de março de 2026 (Lei nº 15.211/2025). 6 mar. 2026. Disponível em: demarest.com.br.
  16. COMMON DREAMS. “Make this delay permanent,” say child advocates after Mattel halts release of first AI-powered toy. 16 dez. 2025. Disponível em: commondreams.org.
  17. BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), art. 14. Disponível em: planalto.gov.br.
  18. Imagem: criança observa um robô de brinquedo, de Robo Wunderkind, sob a Licença Unsplash, via Unsplash. Recortada pela redação.
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