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O celular está fazendo mal aos jovens? O que dizem os dados, e quem discorda deles

Nove em cada dez brasileiros de 9 a 17 anos estão conectados, quase todos pelo celular. Para uma parte dos cientistas, o aparelho explica a piora da saúde mental de uma geração. Para outra, virou o culpado fácil de um problema com muitas causas. Sete afirmações comuns sobre o tema, cada uma confrontada com a evidência que a sustenta e com a que a contesta.

Redação Zuben · 2 de outubro de 2026 · Leitura de 16 minutos

Fotografia em preto e branco de seis adolescentes sentados em um banco de praça: cinco se inclinam, rindo, sobre as telas de dois celulares, e uma garota, na ponta, olha para o outro lado
Adolescentes em um banco de praça em Antuérpia, na Bélgica, em 2018. O fotógrafo deu à imagem o título “The I Generation”. Foto: Fouquier (licença CC0, via Wikimedia Commons).

A fotografia acima pode ser lida de duas maneiras. Na primeira, cinco adolescentes estão juntos, encostados uns nos outros, rindo de alguma coisa que aparece na tela: o celular é o motivo do encontro. Na segunda, o que chama a atenção é a garota da ponta do banco, que olha para o outro lado com o aparelho esquecido na mão, sozinha no meio do grupo. As duas leituras estão corretas, e o debate científico sobre celular e juventude é, em boa parte, uma briga sobre qual delas descreve melhor o que está acontecendo.

O assunto saiu dos consultórios e chegou às leis. O Brasil restringiu o celular nas escolas em 2025 e, em março de 2026, passou a exigir das plataformas mecanismos de proteção a crianças e adolescentes. A Austrália proibiu redes sociais para menores de 16 anos. Um livro sobre o tema, A geração ansiosa, virou fenômeno de vendas no mundo todo. E, no entanto, os pesquisadores que estudam o assunto há mais tempo continuam divididos.

Esta reportagem não parte de uma conclusão. Ela pega as afirmações mais repetidas sobre celular e jovens e faz com cada uma a mesma coisa: mostra o que a sustenta, o que a contesta e o que sobra de pé.

92%dos brasileiros de 9 a 17 anos usam a internet, mais de 24,5 milhões de jovens
96%deles acessam a rede pelo celular
80%dos alunos brasileiros dizem se distrair com aparelhos na aula de matemática
48%dos adolescentes dos EUA acham que as redes fazem mal a quem tem a idade deles

Fontes: Cetic.br, TIC Kids Online Brasil 2025; OCDE, PISA 2022; Pew Research Center (2025).

O retrato no Brasil

A pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Cetic.br, entrevistou em 2025 mais de 2.300 crianças e adolescentes e seus responsáveis. O celular é a porta de entrada de quase todos: 96% dos que usam a internet acessam por ele, e 77% têm um aparelho próprio. O computador, que em 2015 era usado por 74% deles, hoje aparece para 37%1 2.

O mesmo levantamento mostra para que a conexão serve. Oito em cada dez (81%) pesquisam na internet para trabalhos da escola, 85% assistem a vídeos de influenciadores e 65% já usam inteligência artificial generativa. Do lado dos pais, 58% dizem impor regras para o uso do celular, 44% conversam com os filhos sobre o que eles fazem na rede e 37% usam alguma ferramenta técnica de limite2.

Dois campos, os mesmos dados

A discussão tem dois polos bem definidos. Os dois olham para as mesmas pesquisas e chegam a conclusões opostas, e é útil conhecê-los antes de entrar nas afirmações.

Jonathan Haidt

Psicólogo social, Universidade de Nova York. Autor de A geração ansiosa (2024)

Defende que a troca da infância baseada em brincadeira pela infância baseada no celular, a partir de 2010, provocou uma crise de saúde mental. Aponta quatro danos: privação social, privação de sono, atenção fragmentada e dependência. Propõe quatro normas: nada de smartphone antes dos 14 anos, nada de redes sociais antes dos 16, escolas sem celular e mais brincadeira livre e autonomia6.

Candice Odgers

Psicóloga do desenvolvimento, Universidade da Califórnia em Irvine

Em resenha na revista Nature, afirmou que a ideia de que a tecnologia está reconfigurando o cérebro das crianças e causando uma epidemia de doença mental não tem apoio da ciência. Diz que jovens deprimidos usam mais as redes, e não o contrário, e teme que a atenção ao celular desvie recursos das causas mais bem documentadas, como a situação das famílias7 8.

Entre os dois há um terceiro grupo, menos barulhento, formado por pesquisadores como Amy Orben, da Universidade de Cambridge, e Andrew Przybylski, de Oxford. Eles encontram associações negativas entre uso de telas e bem-estar, mas pequenas, e insistem que o efeito depende de quem usa, do que usa e em que idade.

Sete afirmações postas à prova

Afirmação 1

“O celular causou uma epidemia de sofrimento mental entre os jovens.”

O que sustenta

Nos Estados Unidos, a parcela de estudantes do ensino médio com tristeza ou desesperança persistentes subiu de 30% em 2013 para 42% em 2021. Entre as meninas, foi de 39% para 57%5. Haidt observa que a curva sobe justamente quando o smartphone se torna universal6. Em 2023, a principal autoridade de saúde pública dos EUA advertiu que não é possível concluir que as redes sejam suficientemente seguras para adolescentes11.

O que contesta

Duas curvas que sobem juntas não provam que uma causa a outra. As Academias Nacionais de Ciências dos EUA revisaram a literatura e concluíram que ela não sustenta a afirmação de que as redes sociais causam mudanças na saúde dos adolescentes no nível da população10. Em três grandes bases de dados, com 355 mil jovens, o uso de tecnologia explicou no máximo 0,4% da variação do bem-estar9.

O que os dados permitem dizerA piora da saúde mental dos adolescentes é real e bem medida. Que o celular seja a causa principal, não: a evidência é de associação, pequena na média, e os próprios números do CDC recuaram entre 2021 e 2023 sem que os aparelhos tenham saído do bolso de ninguém. Quem afirma que a causa já foi provada vai além dos dados, e quem afirma que não há problema nenhum também.

Afirmação 2

“As redes sociais fazem mal a todo adolescente.”

O que sustenta

A Organização Mundial da Saúde acompanhou 280 mil jovens de 11, 13 e 15 anos em 44 países e regiões. O uso problemático de redes sociais, com sinais parecidos com os de dependência, passou de 7% em 2018 para 11% em 2022, e chega a 13% entre as meninas12. Nos EUA, 48% dos adolescentes dizem que as redes têm efeito negativo sobre as pessoas da idade deles, contra 32% em 20224.

O que contesta

Os mesmos adolescentes, quando falam de si, contam outra história: só 14% dizem que as redes lhes fazem mal, 28% dizem que fazem bem e 58% não veem efeito nem para um lado nem para o outro. Três em cada quatro (74%) afirmam que elas os aproximam dos amigos4. E o dado da OMS também pode ser lido ao contrário: 89% não têm uso problemático.

O que os dados permitem dizerO efeito não é igual para todos. Há uma minoria em situação de risco, maior entre as meninas, e há idades mais sensíveis: um estudo de Cambridge e Oxford encontrou ligação entre mais uso de redes e menor satisfação com a vida entre meninas de 11 a 13 anos e meninos de 14 e 1513. Falar em “todo adolescente” esconde justamente quem mais precisa de atenção.

Afirmação 3

“O celular atrapalha a aprendizagem.”

O que sustenta

No PISA 2022, a avaliação internacional da OCDE, 80% dos estudantes brasileiros disseram se distrair nas aulas de matemática com celulares e outros aparelhos, contra 65% na média dos países da organização. Quem usa aparelhos por lazer até uma hora por dia fez 49 pontos a mais em matemática do que quem usa de cinco a sete horas. E quem se distrai com o aparelho do colega faz 15 pontos a menos3.

O que contesta

O mesmo aparelho é a principal ferramenta de estudo de quem não tem computador em casa: 81% dos jovens brasileiros conectados pesquisam na internet para a escola2. O guia do governo federal sobre telas registra que o uso moderado, com finalidade educativa, aparece associado a efeito protetor21. E a diferença de notas do PISA é uma comparação entre grupos, que não isola outras diferenças entre eles.

O que os dados permitem dizerDentro da sala de aula, sem finalidade pedagógica, o celular distrai, e este é o ponto em que os dois lados do debate mais concordam. Fora dela, o resultado depende do uso: o aparelho que interrompe a lição também é o que permite fazê-la.

Afirmação 4

“Proibir o celular na escola resolve.”

O que sustenta

A Lei 15.100, de janeiro de 2025, restringiu o uso de celulares nas escolas brasileiras15. Um ano e meio depois, pesquisa do Inep em 8.189 escolas mostrou que 92% já aplicam a regra. Entre os diretores, 97% veem mais participação nas atividades, 95% percebem mais concentração, 88% associam a medida à queda de conflitos e de cyberbullying e 86% notam alunos menos ansiosos14.

O que contesta

O primeiro estudo a comparar escolas com e sem restrição, feito na Inglaterra com 1.227 alunos de 30 colégios, não encontrou diferença em bem-estar, ansiedade, depressão, sono nem desempenho escolar. A proibição tirou cerca de 40 minutos de celular do horário de aula, mas o uso total continuou entre quatro e seis horas por dia nos dois grupos16. E a pesquisa brasileira mede a percepção de diretores, e não resultados dos alunos.

O que os dados permitem dizerA restrição melhora o ambiente da sala e do recreio, segundo quem está lá todos os dias. Não há evidência de que, sozinha, melhore a saúde mental. A autora do estudo inglês, Victoria Goodyear, da Universidade de Birmingham, resume: é preciso olhar para o uso do celular dentro e fora da escola, ao longo do dia e da semana inteira16.

Afirmação 5

“Barrar as redes sociais por lei protege os mais novos.”

O que sustenta

A Austrália proibiu contas em redes sociais para menores de 16 anos em 10 de dezembro de 2025. Em três meses, a parcela deles com conta caiu de 52,4% para 42,1%, segundo o órgão regulador do país17. No Brasil, o ECA Digital, em vigor desde 17 de março de 2026, obriga as plataformas a verificar idade, oferecer supervisão parental e limitar publicidade dirigida a menores, com multa de até R$ 50 milhões por infração18.

O que contesta

O mesmo regulador australiano constatou que o uso das redes, com ou sem conta, quase não mudou: foi de 85,9% para 81,5%, e a maioria dos que tinham conta a manteve ou abriu outra17. Para Candice Odgers, não há evidência de que tirar as redes melhore a saúde mental, e a proibição empurra os jovens para cantos menos regulados da internet enquanto alivia a responsabilidade das empresas8.

O que os dados permitem dizerA lei consegue fechar contas, mas ainda não mostrou que consegue mudar o comportamento, e é cedo para medir qualquer efeito sobre a saúde. O caminho brasileiro é diferente do australiano: em vez de proibir o jovem, cobra da plataforma. Os dois modelos vão produzir, nos próximos anos, a evidência que hoje falta ao debate.

Afirmação 6

“É questão de força de vontade: basta largar o aparelho.”

O que sustenta

Reduzir funciona, e isso foi testado. Em um experimento com 467 pessoas, pesquisadores bloquearam por duas semanas o acesso à internet móvel no celular dos participantes. Atenção, saúde mental e bem-estar melhoraram, e 91% tiveram ganho em ao menos um dos três. O tempo liberado foi para conversa ao vivo, exercício e natureza19.

O que contesta

O aparelho não é neutro. Um levantamento que monitorou o celular de adolescentes americanos registrou mediana de 237 notificações por dia, um quarto delas no horário de aula, e mais da metade dos jovens usou o telefone de madrugada em noites de escola20. Quase metade dos adolescentes (45%) acha que passa tempo demais nas redes, e 44% já tentaram reduzir4.

O que os dados permitem dizerDiminuir o uso faz bem e está ao alcance de cada um, mas tratar o assunto só como falta de disciplina ignora que os aplicativos são desenhados para chamar de volta. O experimento do bloqueio foi feito com adultos e ainda precisa ser repetido com adolescentes. A combinação que os dados apoiam é esforço individual com ambiente ajustado: notificações desligadas, aparelho fora do quarto, regra combinada em casa.

Afirmação 7

“O problema é o tempo de tela.”

O que sustenta

Mais horas aparecem ligadas a piores resultados em quase todo estudo. No levantamento inglês, mais tempo de celular e de redes veio junto com pior saúde mental, menos atividade física, sono pior e notas mais baixas16. O alerta das autoridades de saúde dos EUA cita risco maior de sintomas de depressão e ansiedade para quem passa de três horas diárias nas redes11.

O que contesta

Hora de tela é uma medida grosseira: junta videochamada com a avó, aula, jogo e rolagem sem fim. Na análise de Orben e Przybylski, sofrer bullying teve associação negativa com o bem-estar 4,3 vezes maior que a do uso de telas, e fumar maconha, 2,7 vezes maior9. E há a pergunta sobre a direção: jovens que já estão mal podem buscar mais a tela8.

O que os dados permitem dizerO relógio importa menos do que três perguntas: o que a tela está substituindo, a que horas e com que conteúdo. O efeito mais consistente é sobre o sono, e o risco cresce quando o celular toma o lugar de dormir, de se mexer e de estar com gente. Contar horas é um começo, mas não é a resposta.

O que sobra de pé

Depois de confrontar as sete afirmações, o que resiste é menos dramático do que as manchetes e mais útil do que elas:

  • A piora da saúde mental dos jovens existe, e a causa não está fechada. O celular é um suspeito plausível, não um culpado condenado.
  • O efeito médio é pequeno, e a média engana. Há jovens para quem a rede é apoio e jovens para quem é risco. Idade, sexo e o que já vai mal na vida fazem diferença.
  • Sala de aula e hora de dormir são os consensos. Nos dois casos, quase ninguém defende o aparelho à mão.
  • Proibir sozinho não resolve. A regra da escola melhora a escola. O resto do dia continua com a família, e a responsabilidade pelo desenho dos aplicativos, com as empresas.
  • O que a tela substitui pesa mais do que a tela. Sono, movimento e convivência são o que precisa ser protegido.

O que está ao alcance das famílias

O guia Crianças, Adolescentes e Telas, do governo federal, feito com apoio da Unesco, traz as recomendações oficiais brasileiras21. Somadas ao que o debate científico tem de consenso, elas apontam para medidas simples:

  1. Adie o primeiro smartphone. O guia recomenda que crianças não tenham aparelho próprio antes dos 12 anos. Haidt defende esperar até os 14, com redes sociais só aos 16.
  2. Acompanhe dos 12 aos 17. A recomendação oficial é de uso com supervisão de familiares ou educadores, e não de liberdade total nem de vigilância escondida.
  3. Tire o celular do quarto à noite. É a medida com melhor apoio nos dados. Um despertador comum resolve a desculpa do alarme.
  4. Combine as regras, em vez de impô-las. Horários, lugares sem tela e o que fazer quando a regra for quebrada. Regra combinada dura mais do que regra decretada.
  5. Desligue as notificações que não são de gente. Avisos de aplicativos são o principal gatilho para pegar o aparelho sem ter decidido pegá-lo.
  6. Pergunte mais do que controle. Saber o que o jovem vê, com quem fala e como se sente depois vale mais do que um relatório de tempo de uso.
  7. Olhe para o próprio uso. Pai e mãe com o celular na mesa do jantar ensinam mais do que qualquer conversa.
  8. Procure ajuda quando houver sinais. Isolamento, queda brusca no rendimento, irritação ao ficar sem o aparelho e sono muito alterado pedem avaliação de um profissional de saúde.

Onde os aplicativos Zuben podem ajudar

Seria contraditório, depois desta reportagem, dizer que mais um aplicativo resolve o excesso de aplicativos. Os utilitários da Zuben não têm rolagem infinita nem linha do tempo: abrem, fazem uma coisa e fecham. Eles servem para apoiar alguns dos combinados acima.

  • LimitesZubenRemindUm alarme diário para a hora de guardar o celular e outro para a hora de dormir. O aviso toca em tela cheia, e o combinado da família deixa de depender de alguém lembrar.
  • Tempo fora da telaZubenCalendarO mês à vista, com feriados e fins de semana, para marcar o que não acontece no celular: o treino, o passeio, o encontro com os amigos.
  • PrivacidadeSem conta e sem cadastroOs dois funcionam sem internet, e os lembretes ficam no próprio aparelho. Nenhum deles pede perfil nem cadastro.

Nenhum aplicativo substitui a conversa em casa. E, diante de sinais de sofrimento, a ferramenta certa é um profissional de saúde.

De volta ao banco da praça

A fotografia do início continua permitindo as duas leituras. Os dados também. O celular é, ao mesmo tempo, o lugar onde os adolescentes se encontram e o lugar onde alguns deles se perdem, e nenhuma lei, estudo ou aplicativo dispensa o trabalho de descobrir, jovem por jovem, qual dos dois está acontecendo.

A boa notícia é que a pergunta está sendo feita, por cientistas que discordam entre si com números na mão, por governos que testam regras diferentes e pelos próprios adolescentes, quase metade dos quais já tentou, por conta própria, usar menos. Quem quer ajudar pode começar pela garota da ponta do banco: não tirando o celular da mão dela, mas perguntando para onde ela está olhando.

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou psicológica. A maior parte das pesquisas citadas mede associações, e não relações de causa e efeito, e várias foram feitas em outros países. Pesquisas de opinião registram o que as pessoas relatam, e não diagnósticos. As ofertas identificadas como publicidade não influenciaram o conteúdo da reportagem. Se você ou alguém próximo está em sofrimento, procure um profissional de saúde ou ligue 188 (CVV).

Bibliografia

Fontes consultadas pela redação. Páginas acessadas em 2 de outubro de 2026.

  1. CETIC.BR; NIC.BR. TIC Kids Online Brasil 2025: principais resultados. Out. 2025. Disponível em: cetic.br.
  2. TELETIME. Crianças e adolescentes já usam IA, e mediação parental é desafio (dados da TIC Kids Online Brasil 2025). 22 out. 2025. Disponível em: teletime.com.br.
  3. OCDE. PISA 2022 Results (Volume II): Learning During, and From, Disruption. Paris: OECD Publishing, 2023. Dados do Brasil em: Uso excessivo de dispositivo digital afeta desempenho de alunos. Jornal do Brasil, dez. 2023. Disponível em: jb.com.br.
  4. PEW RESEARCH CENTER. Teens, Social Media and Mental Health. 22 abr. 2025. Disponível em: pewresearch.org.
  5. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Youth Risk Behavior Survey: Data Summary & Trends Report, 2013–2023. 2024. Resumo em: NBC News, 6 ago. 2024. Disponível em: nbcnews.com.
  6. HAIDT, J. A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais. São Paulo: Companhia das Letras, 2024. As quatro normas propostas pelo autor estão em: anxiousgeneration.com.
  7. ODGERS, C. L. The great rewiring: is social media really behind an epidemic of teenage mental illness? Nature, 29 mar. 2024. Disponível em: nature.com.
  8. PLATFORMER. Why social media bans are gaining steam (entrevista com Candice Odgers). 2 jul. 2026. Disponível em: platformer.news.
  9. ORBEN, A.; PRZYBYLSKI, A. K. The association between adolescent well-being and digital technology use. Nature Human Behaviour, v. 3, p. 173–182, 2019. Resumo em: oii.ox.ac.uk.
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  12. WORLD HEALTH ORGANIZATION, Regional Office for Europe. Teens, screens and mental health (estudo HBSC). 25 set. 2024. Disponível em: who.int.
  13. ORBEN, A.; PRZYBYLSKI, A. K.; BLAKEMORE, S.-J.; KIEVIT, R. A. Windows of developmental sensitivity to social media. Nature Communications, v. 13, 2022. Resumo em: cam.ac.uk.
  14. DIÁRIO DO GRANDE ABC. Celular proibido: o que diretores de escolas públicas e privadas relatam um ano depois? (pesquisa do Inep com MEC, Unesco e Instituto Alana). 30 jun. 2026. Disponível em: dgabc.com.br.
  15. BRASIL. Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025. Dispõe sobre a utilização de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nos estabelecimentos de ensino da educação básica.
  16. GOODYEAR, V. A. et al. School phone policies and their association with mental wellbeing, phone use, and social media use (SMART Schools). The Lancet Regional Health – Europe, 2025. Resumo em: birmingham.ac.uk.
  17. THE PENINSULA. Social media use among Australian under-16s falling since ban implemented (dados do eSafety Commissioner). 2026. Disponível em: thepeninsulaqatar.com. Ver também: THE JAKARTA POST, Australia defends teen social media ban after study shows most still online, 1º ago. 2026.
  18. BRASIL. Lei nº 15.211, de 2025 (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente). Resumo em: A GAZETA, ECA Digital em vigor: veja novas regras para crianças e adolescentes na internet, mar. 2026. Disponível em: agazeta.com.br.
  19. CASTELO, N. et al. Blocking mobile internet on smartphones improves sustained attention, mental health, and subjective well-being. PNAS Nexus, v. 4, n. 2, 2025.
  20. COMMON SENSE MEDIA. Constant Companion: A Week in the Life of a Young Person’s Smartphone Use. 2023. Disponível em: commonsensemedia.org.
  21. BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais. Brasília, 11 mar. 2025. Resumo em: brasil61.com.
  22. Imagem: Fouquier, “The I Generation”, Antuérpia, 9 maio 2018, licença CC0, via Wikimedia Commons.
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